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O niilismo como conseqüência de uma presunção antropocêntrica

Luigi Giussani outubro de 1994, entrevista concedida a Giulio Andreotti 

O niilismo é a conseqüência inevitável de uma presunção antropocêntrica segundo a qual o homem é capaz de salvar-se a si mesmo. Isso é tão não verdadeiro, que todos aqueles que vivem defendendo essa posição, no final, até abertamente, se sentem dispersos num maniqueísmo do qual procuram espantar a amargura por meio de imaginações emprestadas das religiões orientais ou mesmo de movimentos de outro gênero do mundo ocidental, também espiritualistas. Emprestando imagens do mundo oriental ou de determinados âmbitos do mundo ocidental, que no fundo sempre põem em prática um ideal panteísta. Thomas Mann, por exemplo, em seu Os Buddenbrook, descreve o último homem capaz de defender a enorme riqueza acumulada pelos Buddenbrook: uma história dramática, ou melhor, trágica; nele se torna trágica. No dia repleto de trabalho, cheio de esforços para conseguir manter de pé toda a herança recebida do pai, do avô, ele só se pode dar…