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A mostrar mensagens de Outubro, 2010

De joelhos para mudar a História

João Távora emprestado de Corta-Fitas em 2010-10-31 com os agradecimentos do Povo
Como aqui refere Fernando Alves, com a habitual ambiguidade dos “Sinais”, a sua crónica matinal da TSF, de facto um grupo de católicos desde Junho de 2009 promove “Um milhão de terços por Portugal”, iniciativa que vem “incendiando” várias igrejas do país em oração comunitária. E acredite o cronista que os joelhos são de facto a mais poderosa arma dos cristãos, pois a demanda duma prece profunda e crédula envolve o Homem na mais profícua relação interpessoal: com Jesus Cristo. Ao contrário do que aparenta àqueles que não crêem, é com este Amor que as mais profundas angústias humanas se colocam sob uma mais sã perspectiva. É resultado deste Amor que Deus interfere verdadeiramente na (nossa) História. Não tenho dúvidas de que os cristãos possuem o mais poderoso recurso para enfrentar as adversidades com que somos ameaçados nestes conturbados tempos. É com os joelhos no chão que nos redimimos e libertamos. Por…

Halloween

RR on-line, 29-10-2010 09:27
Aí está a invasão publicitária, como em todos os anos nesta época: abóboras, disfarces de bruxas, de fantasmas, de esqueletos, diabos e de morte. E com nomes sugestivos: “Filha das trevas”, “A morte branca”, “Emissário da morte”, “Fantasma do Inferno”. Para as carteiras menos recheadas, também há forquilhas, cornos e caveiras luminosas e também perucas de lobisomen e dentes de vampiro. Basta entrar nos supermercados e centros comerciais e até mesmo nas lojas de bairro que adultos, crianças e jovens têm uma panóplia para celebrar o Halloween.
A festa das bruxas, que se celebra na noite de 31 de Outubro, coincide com a véspera de todos os santos. Todos os anos a Santa Sé alerta para o carácter pagão do Halloween que "tem um pano de fundo de ocultismo e é absolutamente anticristã" (L’Osservatore Romano). Alguns bispos na Europa alertam os pais para esta onda de paganismo e apresentam alternativas curiosas: as Holywins - que brinca com as palavras &q…

Fundo Bem Comum

Zita Seabra, JN 2010.10.31 Foi lançada esta semana uma iniciativa muito emblemática e exemplar, vinda da sociedade e não do Estado, que merece ser divulgada num país que atravessa um momento dramático e que consciencializou o medo do futuro. A ACEGE, Associação de Empresários e Gestores Cristãos, lançou o Fundo Bem Comum, um fundo a ser gerido por uma sociedade de capital de risco e que visa promover e apoiar projectos empresariais de desempregados ou pré-reformados com mais de 40 anos. Em Janeiro deste ano tinha sido constituída uma empresa denominada Fundo Bem Comum, com um capital de 2,5 M euro, estruturada pela Mckinsey e que se tornou possível graças ao apoio e à aposta do Banco Espírito Santo, do Grupo José de Mello, da Caixa Geral de Depósitos, do Grupo Santander e do Montepio Geral. Juntos promoveram a constituição de um fundo de capital de risco, sugestivamente denominado de Fundo Bem Comum, destinado a promover e a financiar projectos de empreendedorismo liderados por quadros q…

Sentença de um não-aborto ou o aborto de uma não-sentença

Público, Padre Gonçalo Portocarrero de Almada Compreende-se que uma entidade especializada em diagnósticos pré-natais seja responsabilizada por erro grosseiro, mas...
O Supremo Tribunal de Justiça espanhol condenou uma administração regional de saúde e um laboratório a pagar uma pensão mensal vitalícia a uma criança nascida com síndrome de Down e, ainda, uma indemnização de 150 mil euros aos pais. Quer a pensão, quer a indemnização, são uma compensação pelo nascimento "indevido" do filho, que teria sido abortado se os pais tivessem conhecido a sua deficiência, a tempo de interromper legalmente a respectiva gravidez. Contudo, a negligência do laboratório impediu detectar o mongolismo da criança, pelo que se deu o seu "indevido" nascimento. Mas o dito supremo tribunal decidiu não só responsabilizar os organismos de saúde responsáveis pelo desconhecimento dessa penosa malformação congénita, como também indemnizar os pais pelo facto de, por este motivo, a não terem podid…

O povo não está com o MFA

29 Outubro2010  |  11:54 Negócios on-line Pedro Santos Guerreiro  - psg@negocios.pt
Para David Schnautz, Portugal é uma linha numa folha de cálculo.
Ontem de manhã, emprestou-nos dinheiro, comprando obrigações da República. Depois, foi surpreendido: afinal não há Orçamento - os juros dispararam. Schnautz sentiu-se enganado. E ironizou, ao Negócios: "Da próxima vez que participar num leilão de dívida de Portugal, é provável que queira cobrar um prémio de juro 'contra todos os riscos'...".

Portugal está nas mãos dos David Schnautzes. Este especialista em obrigações do Commerzbank, em Londres, representa "os mercados": os nossos credores. E nós, os aflitos, que imagem damos? A de um País em derrapagem orçamental alarmante, incapaz de se governar ou sequer de acordar mínimos olímpicos para um Orçamento do Estado. Este dia-sim-dia-não da aprovação do Orçamento é humor negro. Os Schnautzes de Londres podem dizer-nos o que Hamlet disse à mãe: "Inconstância, te…

Vá a Santiago de Compostela receber o Papa

Bento XVI apela ao diálogo entre fé e ciência

Ecclesia, 2010-10-29
Papa destaca importância da verdade na investigação científica e fala numa «Razão omnipotente» que sustenta o mundo Bento XVI defendeu esta Quinta-feira, no Vaticano, a importância da busca da verdade na investigação científica, apelando ao diálogo entre fé e ciência. “Os resultados positivos da ciência do século XXI dependerão em larga medida da capacidade do cientista em buscar a verdade e aplicar as descobertas de forma a que vão de mão dada com a busca do que é bom e justo”, disse. Falando aos participantes na assembleia plenária da Academia Pontifícia das Ciências, o Papa pôs em realce os pontos de contacto entre a fé a pesquisa científica. “Os cientistas não criam o mundo. Procuram imitar as leis que a natureza nos manifesta. A experiência dos cientistas como seres humanos é, portanto, a da percepção de uma lei, de um logos”, precisou. Para o Papa, este dado “leva-nos a admitir a existência de uma Razão omnipotente, diferente da do homem, que sustenta o mundo”. “Es…

A década perdida

Público, 2010-10-29 Luís Campos e Cunha Como seria de esperar, a situação orçamental deteriorou-se para níveis nunca imaginados serem possíveis
De 2002 até hoje a economia portuguesa, basicamente, não cresceu. Se tomarmos os dados do Rendimento - e não do Produto -, a situação é ainda mais triste. Porquê?

Não conheço estudos que possam dar uma resposta quantificada e mais ou menos definitiva. É pena. Mas podemos pensar sobre o assunto. Não houve certamente um só factor mas uma conjugação de factores que determinaram o paupérrimo desempenho da economia portuguesa nos últimos oito anos, quase uma década.

Entre os muitos factores, parece-me relevante destacar quatro. Primeiro, o efeito da abertura das economias desenvolvidas à China e à Índia. Com estes países mais envolvidos no comércio mundial, os preços de muitos bens de baixa tecnologia e de produtos mais estandardizados caiu significativamente. Desde a T-shirt à torradeira acabando na televisão, a queda dos preços foi brutal. Isso tem…

Apresentação da Associação Projecto REKLUSA

Cara a cara

Público, 2010-10-28  Helena Matos Negociar directa ou indirectamente com Sócrates implica saber que isto já aconteceu: Sócrates não é um parceiro fiável
Cara e coroa. Durão Barroso dizia que sabia que seria primeiro-ministro. Só não sabia quando. Passos Coelho sabe que só será primeiro-ministro se acertar no quando. E sabe que não pode falhar. O seu partido só lhe dará o direito a uma tentativa. Por isso joga um contínuo cara e coroa com José Sócrates.
Ontem adiou mais uma vez esse momento.

Dar a cara. O que têm em comum Eduardo Catroga, Passos Coelho, João Lobo Antunes e Cavaco Silva? Ou mais concretamente o que une as negociações do Orçamento do Estado para 2010 à escolha dos nomes para o Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida e à alteração do Estatuto dos Açores? A acusação de que Sócrates ou os seus negociadores não cumpriram a palavra que deram aos interlocutores dessas negociações. Mas não só. O que para o caso interessa é que essa acusação deixa sempre os acusadores…

O rei vai nu

DESTAK |27 | 10 | 2010   20.58H João César das Neves | naohaalmocosgratis@fcee.ucp.pt No que toca ao sexo, vivemos um tempo doentio. A ausência de regras é a única regra admissível, o prazer é o propósito absoluto e todas as formas de o obter, por mais aberrantes, são equivalentes. O comportamento marialva e devasso são hoje a norma e esta ditadura cultural é esmagadora. Anúncios comerciais, programas escolares, séries juvenis, literatura erudita e investigação pseudo-científica, tudo impõe a atitude dominante, que antes só se ouvia em tabernas e prostíbulos. Esta ideologia hedonista e irresponsável (dê-se-lhe o nome que sempre teve: porcalhona) é não só popular mas apregoada a níveis oficiais. Especialistas, pedagogos e psicólogos dedicam a carreira a promover nos jovens um deboche higiénico. Isso é que é saudável! Até o Governo, embrulhado em crises insolúveis, arranja tempo para repetidamente regulamentar a fornicação dos seus súbditos. Só existe uma posição inaceitável: a defesa da ca…

ACEGE lançou «Fundo Bem Comum»

Iniciativa quer promover emprego sustentável para pessoas com mais de 40 anosA Associação Cristã de Empresários e Gestores (ACEGE) apresentou hoje, dia 27 de Outubro, em Lisboa, o «Fundo Bem Comum» que visa promover e apoiar projectos empresariais de desempregados ou pré-reformados com mais de 40 anos. Estimular o empreendedorismo e a economia nacional, fomentando o emprego sénior, para aquelas pessoas que, apesar de ainda terem capacidades para contribuir para o desenvolvimento social, se viram atiradas para o desemprego são os principais objectivos do Fundo. O seminário de apresentação da iniciativa teve como tema “Nunca é tarde para recomeçar”, reunindo nas instalações da Caixa Geral de Depósitos cerca de 250 pessoas, entre empresários, economistas, políticos e cidadãos interessados. De acordo com António Pinto Leite, presidente da ACEGE, a iniciativa resulta de um “olhar para a sociedade portuguesa, onde há muito sofrimento, tendo a associação escolhido um ponto desse sofrimento, o d…

Crónica: Um segredo de um casamento feliz

25.10.2010 - 10:45 Pública Miguel Esteves Cardoso

Desde que a Maria João e eu fizemos dez anos de casados que estou para escrever sobre o casamento. Depois caí na asneira de ler uns livros profissionais sobre o casamento e percebi que eu não percebo nada sobre o casamento. Confesso que a minha ambição era a mais louca de todas: revelar os segredos de um casamento feliz. Tendo descoberto que são desaconselháveis os conselhos que ia dar, sou forçado a avisar que, quase de certeza, só funcionam no nosso casamento.
Mas vou dá-los à mesma, porque nunca se sabe e porque todos nós somos muito mais parecidos do que gostamos de pensar.
O casamento feliz não é nem um contrato nem uma relação. Relações temos nós com toda a gente. É uma criação. É criado por duas pessoas que se amam.
O nosso casamento é um filho. É um filho inteiramente dependente de nós. Se nós nos separarmos, ele morre. Mas não deixa de ser uma terceira entidade.
Quando esse filho é amado por ambos os casados - que cuidam dele …

Testamentos de vida e de morte

Público, 2010-10-25 
Pedro Vaz Patto
Não deverá ser vinculativa uma declaração antecipada de vontade de recusa de tratamentos úteis à salvaguarda da vida
Volta à ordem do dia a discussão sobre o chamado "testamento vital". Há quem sublinhe a diferença entre a consagração legal deste instituto e a legalização da eutanásia. Mas há também quem receie que desta forma se abram as portas a esta legalização.
Não será justificado esse receio se o testamento vital servir para manifestar a vontade do "testador" no sentido da abstenção de tratamentos inúteis ou desproporcionados (no âmbito da chamada "exacerbação terapêutica"). Mas já não será assim quanto a tratamentos úteis e proporcionados na perspectiva da salvaguarda da vida. Os modelos de testamento vital anexos ao projecto apresentado pelo Bloco de Esquerda são claros a este respeito: aí se contempla a recusa de tratamentos que permitam salvaguardar uma vida sem capacidades de autonomia ou sem "qualidade&qu…

Les Arceaux - Montpellier

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Contentar-se com o que há

JOÃO CÉSAR DAS NEVES, DN 2010-10-25
Nestes tempos de pluralismo, diversidade e agitação existem poucos consensos. Um dos mais gerais é a crítica ao sistema. Vivemos no regime mais reprovado, vituperado e desprezado da história. É espantoso o grau e vastidão desse acordo. Toda a gente acha que isto está mesmo muito mal. Em Portugal, Europa e mundo, das esquerdas às direitas, conservadores ou revolucionários, jovens e idosos, governos e oposições, todos concordam que isto anda cada vez pior. E não se diga que a causa é a crise financeira, porque mesmo no período anterior, que hoje nos parece de optimismo e euforia, as queixas eram universais. O nosso tempo detesta-se a si próprio. Os únicos períodos, aliás fugazes, de algum alívio e esperança vêm de oportunidades de mudar a detestada situação. O mais recente, na eleição de Obama, foi visto como um triunfo da heterodoxia e contracultura. Já acontecera o mesmo com Blair ou até Sarkozy. Depois, como é inevitável, todos acabam atacados por se…

Escola de Pais

Languedoc - Roussillon

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Optimismo para resolver problemas

DN 24 Outubro 2010"Vivemos num país onde persiste a cultura do pessimismo e onde passamos a vida a queixar- -nos, muitas vezes, injustamente e de coisas insignificantes." Maria do Carmo Oliveira, psicóloga clínica e fundadora do Clube do Optimismo, diz que os portugueses precisam de querer ter esperança para enfrentar a crise. "Ver a vida de maneira negativa só leva à destruição da auto-estima e da motivação." O movimento, diz, tem de ser exactamente no sentido contrário. "Se formos positivos, isso repercute-se no bem--estar geral do País. Seremos pessoas mais energéticas, mais comunicativas, com mais vontade de superar as dificuldades, que passamos a ver como desafios e não como limitações." Por isso, defende a psicóloga, "é preciso criar e promover ambientes onde se trabalhe a psicologia positiva e se divulguem programas de optimismo". No DN deixa 10 passos que prometem ajudar a enfrentar as novas medidas de austeridade e os tempos difíceis qu…

Girona

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Catedral de Girona

Manresa

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Mesmo repetida muitas vezes, a mentira não se torna verdade

Público 2010-10-22 José Manuel Fernandes É bom não esquecermos quem nos colocou nesta situação de aflição absoluta e de saque fiscal
Em 2011 o Estado terá de pagar em juros 6326 milhões de euros. Mais 1344 milhões do que este ano. Isto significa que se o IVA aumentar dois pontos percentuais toda a receita adicional irá para pagar apenas este peso acrescido dos juros.

E por que é que o Estado vai ter de gastar esta enormidade de dinheiro a mais em juros? Porque a dívida pública aumentou mas, sobretudo, porque a andámos a financiar a juros proibitivos. E por que é que tivemos de aceitar juros tão elevados? Porque todos desconfiam das nossas contas públicas e porque o primeiro-ministro iludiu, meses a fio, anos a fio, qualquer rigor orçamental. O atraso no anúncio de medidas como as que foram apresentadas ao país a 29 de Setembro custar-nos-á, só em 2011, muitas centenas de milhões de euros. Provavelmente o equivalente à poupança que se espera obter reduzindo os salários dos funcionários p…

Protagonistas de uma crise

Helena Matos, Público, 2010-10-21 O PS vive na esperança que o PSD ou o PR façam o que o PS não fez: criar uma situação que leva à saída de Sócrates de cena
1.O partido que quer ser auxiliar de acção educativa. Passos Coelho tem razão: o Orçamento é mau. Além disso as propostas ontem apresentadas por Passos Coelho permitem ao Governo negociar. Mas, francamente, ter razão não chega e sobretudo Passos Coelho está enganado em tudo mais, nomeadamente quando pensa que é líder da oposição.

Para se ser líder da oposição tem de se liderar o próprio partido. Coisa quase tecnicamente impossível de suceder no PSD. E depois Passos Coelho não ignora que o PSD, além das várias divisões internas, se deixou subalternizar para um estatuto político próximo do estatuto da auxiliar de acção educativa. Ou seja, quem define o que é certo e errado é o PS. E o PSD vive sob o constante ónus de ser liberal, de não defender o Estado social, de apenas se preocupar com o betão ou de viver em obsessão com o défice.…

INSULTOS

DESTAK | 20 | 10 | 2010   20.24H
João César das Neves |

Na Primeira República, existiam algumas coisas muito curiosas. Uma das mais insólitas eram os insultos, aliás herdados directamente da Monarquia que derrubara. É espantosa a quantidade e o calibre dos vitupérios que dominavam a vida política portuguesa dos finais do século XIX e inícios do XX. Comparados connosco, esses nossos antepassados eram muitíssimo mais grosseiros e insolentes.
As próprias palavras usadas soam hoje muito estranhas. Ninguém se lembraria de chamar ao senhor Primeiro-ministro «mariola», «pulha» ou «grande marau», epítetos que eram profusamente utilizados para todos os dignitários da época, com maior frequência quanto mais eminente era o alvo.
Mas pior eram os efeitos desta atitude. Num clima de ultraje permanente é impossível respeitar ou dar-se ao respeito. Não há dúvidas que a rudeza de linguagem da imprensa, discursos, comentadores e conversas era dos piores problemas da época, com graves consequências na…

Apresentação do livro "O Papa em Portugal"