O que fazemos do tempo?

Há dias, a propósito do dia mundial da mulher, chamei a atenção para um notável artigo em que Henrique Raposo gritava “Mulheres, uni-vos!” explicando como um período de trabalho na Alemanha lhe tinha feito mudar a perspectiva do uso do tempo quotidiano. Enquanto em Portugal os horários de trabalho são feitos à medida do solteirão inveterado, na Alemanha o horário das 8:00 às 16:00 sem inúteis perdas de tempo acomoda uma vida de trabalho onde a vida de família tem espaço sem ansiedade.
Noutra escala, mas onde a perspectiva temporal de mais longo prazo justifica a sua inclusão nesta reflexão, o pequeno texto Este país não é para velhos fala de uma geração de “meia idade” atropelada por uma nova geração com vigorosa auto-estima, concluindo que foram estes “novos velhos” que lhe ensinou o esquecimento, o individualismo e o materialismo.
Em ambos os casos vem à tona a dificuldade em lidar com o tempo, usando-o mal, ou esquecendo que é no tempo que sofremos as consequências dos passos mal dados.
Qual é então a solução?
Não tenho resposta pronta, mas parece-me fazer sentido dar tempo ao Senhor do tempo, pedindo-lhe sabedoria

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