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A mostrar mensagens de Abril, 2012

O Bom Pastor

O Bom Pastor No último dia de Abril proponho que voltemos a olhar para o assunto de ontem para perceber o que é que Santa Catarina de Sena tem a ver com os dias de hoje. Ontem, domingo do Bom Pastor, fomos lembrados dos nossos Pastores, começando pelo Papa. Na homilia o Padre João lembrou a turbulência do Papado, exemplificando com a prisão e morte do Papa Pio VI e a quase clandestina eleição do seu sucessor Pio VII num conclave reunido em Veneza; o outro exemplo do milagre que é a permanência do Bom Pastor na pessoa do Papa ao longo de uma história com dois mil anos é o Grande cisma do Ocidente, no qual Santa Catarina de Sena teve um papel improvável e decisivo. O grande exemplo de Santa Catarina de Sena foi o de não calar as suas inquietações e não deixar que as circunstâncias a determinassem.
Destaques recentes A insólita inversão João César das Neves Assine aqui a petição "Defender o futuro" Quanto tempo Portugal vai estar assim? José Pacheco pereira Eutanásia dossier temático (…

Existe uma crise da democracia?

Público 2012-04-30 João Carlos Espada As democracias reforçam-se através de parlamentos que são capazes de absorver e domesticar os populismos
Atravessamos uma crise das democracias no Ocidente e em particular na Europa? Pode essa crise resultar de um certo esgotamento das propostas da esquerda e da tentação radicalizante que daí decorre? Ou essa tentação radicalizante pode ser produto da tentativa em curso de constitucionalizar políticas orçamentais na zona euro - políticas que deveriam ser deixadas à concorrência eleitoral e parlamentar?

Estas foram algumas das questões cruciais propostas - em surpreendente sintonia - por dois conferencistas convidados para o Colégio da Europa, em Varsóvia, na semana passada, pela cátedra Geremek. Os oradores foram o norte-americano Marc F. Plattner, director do Journal of Democracy e vice-presidente do National Endowment for Democracy, e o britânico Raymond Plant, professor do King"s College, Londres, e par trabalhista na Câmara dos Lordes. As p…

A insólita inversão

JOÃO CÉSAR DAS NEVES DN 2012-04-30
A relevância da homossexualidade na nossa sociedade é surpreendente. Um assunto do foro privado, igual ao que sempre foi, saltou para o centro da actualidade. Mais estranha ainda a inversão de atitude. De prática condenada e repudiada passou a algo que todos se esforçam por considerar normal. Aliás, qualquer outra avaliação é inaceitável. É verdade que, apesar dos importantes avanços na tolerância, ainda se encontram aí casos graves de discriminação e violência que devem ser denunciados e resolvidos. Mas no meio de tantos problemas sociais, económicos e políticos, vivendo-se fortes conflitos de muitos tipos, é inusitada a atenção e a inversão.
Um paralelo resolve a estranheza. O horror nazi ensinou ao Ocidente a suprema injustiça do racismo. Alguém que é desprezado por ser judeu, mulher ou negro sofre por algo inevitável, que não depende da sua escolha. Mas isso é muito diferente da crítica contra atitudes pessoais, como cristão, comunista ou engenhei…

O seu a seu dono. A liberdade da Igreja e o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos

Pe. Gonçalo Portocarrero de Almada A Voz da Verdade, 2012-04-29
O Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, na sua sentença de 31 de Janeiro passado contra a Roménia, violou o princípio da separação entre a Igreja e as instituições comunitárias. Com efeito, ao entender justificada, em virtude do artigo 11º da Convenção Europeia dos Direitos do Homem, a pretensão de alguns sacerdotes ortodoxos romenos e seus colaboradores pastorais se constituírem em sindicato, esse Tribunal não só desrespeitou a autoridade eclesial competente na matéria, como também interferiu abusivamente na vida interna dessa comunidade eclesial.
Desde tempos imemoriais, a Igreja está empenhada no reconhecimento efectivo e universal dos direitos humanos, por entender que esses deveres, faculdades e garantias decorrem, com absoluta necessidade, da irrenunciável dignidade humana. Daí a sua denúncia dos regimes contrários à justiça social e o seu empenhamento na construção de uma sociedade global cada vez mais justa e sol…

29 de Abril - Santa Catarina de Sena

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Santa Catarina de Sena como Mãe Espiritual da Segunda e Terceira Ordens Dominicanas
Cosimo Roselli 1499-1500 Tempera e ouro sobre painel 170.0 x 171.5 cm
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Santa Catarina nasceu em Sena, no dia 25 de Março de 1347. Na Europa, a peste negra e as guerras semeavam o pânico e a morte. A Igreja sofria por suas divisões internas e pela existência de "antipapas" (chegaram a existir três papas, simultaneamente). Desejando seguir o caminho da perfeição, aos 15 anos Catarina ingressou na Ordem Terceira de São Domingos. Viveu um amor apaixonado e apaixonante por Deus e pelo próximo. Lutou ardorosamente pela restauração da paz política e pela harmonia entre os seus concidadãos. Contribuiu para a solução da crise religiosa provocada pelos antipapas, fazendo com que Gregório XI voltasse a Roma. Embora analfabeta, ditava as suas cartas endereçadas aos papas, aos reis e líderes, como também ao povo humilde. Foi, enfim, uma mulher empenhada social e pol…

Domingo do Bom Pastor

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O Bom Pastor Catacumbas de Priscila Roma

O que tem Santa Catarina de Sena a dizer-nos 600 anos depois?

Hoje é o dia de Santa Catarina de Sena, padroeira da Europa. ____________________________________________________________________________ A semana em que calha o dia 25 de Abril é sempre ocasião de balanços que não se fazem no resto do ano. José Manuel Fernandes chama a atenção para a pretensão daqueles que se acham donos da data e, por conseguinte, com direito a serem donos de todos nós. É uma questão de deixarmos! As dificuldades económicas são motivo de desespero para muitos. Não obrigatoriamente. Serão, se os deixarmos! José Pacheco Pereira retrata um país “…desiludido, revoltado, deprimido, sem esperança, nem sentido, que, ou cai na mais completa anomia e submissão, ou esbraceja sem sentido contra tudo e contra todos. E a grande tragédia da política democrática é que essas pessoas estão sós, não contam com ninguém a não ser com os restos que ainda subsistem de genuína solidariedade social, e do que sobra da família, estilhaçada pela engenharia "fracturante" das últimas …

Assine aqui a petição "Defender o futuro"

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Durante os últimos seis anos e durante a maioria do Partido Socialista o pais conheceu uma avalanche de leis fracturantes sem precedentes. Em cada um desses momentos o  Presidente da República vetando, pedindo nova apreciação pelo parlamento ou promulgando com anotações criticas, chamou a atenção para os limites e dificuldades colocadas por essas leis. Mudada em Junho passado a maioria na Assembleia da República é tempo de fazer um balanço do resultado de cada uma dessas leis e apreciando-as, incluindo a própria regulamentação, proceder em conformidade alterando-as ou revogando-as no todo ou em parte. Estamos profundamente convencidos que a regeneração a que Portugal está convidado passa necessariamente por este âmbito, uma vez que a mentalidade que preside ao quadro legislativo acima referido é para nós um dos factores da crise em que estamos mergulhados. Foi neste espírito que tomámos a iniciativa desta Petição "Defender o Futuro" Convidamos-vos todos a assinar para que, d…

Quanto tempo Portugal vai estar assim?

Público 2012-04-28  José Pacheco Pereira Este é um dilema do homem comum, não é um dilema para a classe dirigente, nem para a elite do poder
Quanto tempo Portugal vai estar assim? Não sei, mas suspeito que muito tempo, tempo de mais. "Assim" é como estamos agora, sem esperança, sem futuro, só com presente. Um presente longo, demasiado longo para alguns.

A pergunta é tudo menos técnica, é "social" no seu mais fundo sentido. Pode ser feita por um jovem de 20 anos ou por um homem ou mulher de 40 anos, e, embora a margem de manobra de cada um seja diferente, é a sua vida que depende da resposta, é a sua vida que, se ficar encalhada no presente, fica mal. A pergunta é humanista, num sentido que já não se usa, é uma pergunta que nasce da condição humana, e de pensar sobre disciplinas malditas dos dias de hoje como a História, ou a Literatura, ou a Política, ou a Filosofia.

Tudo coisas que passaram de moda, e que são, para a nossa elite, expendable, inúteis. É típico dos t…

O dom do encontro

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José Luís Nunes Martins, publicado em 28 Abr 2012 - 03:00 | i-online
Carlos Ribeiro Estamos aqui, condenados à morte, em busca de força para fazer um caminho que traz inquietações a cada momento, mas que também nos leva mais a cada passo. Não estamos sós – nunca se está só quando se espera alguém – porque há quem queira construir este caminho connosco, esquecendo-se do seu.
Há alguém que nos segue em silêncio. Diferente dos outros, não nos ajuda a levantarmo-nos quando caímos, mas também não se aproveita da proximidade para nos derrubar. Anda por aqui à nossa espera, admirando a forma como sonhamos e a força com que lutamos pelas realizações da nossa vida. Por vezes, empresta-nos a sua vontade e dá-nos mais firmeza e coragem para sermos felizes. E somos. Mesmo quando não nos damos conta disso.
A vida de cada um de nós é essencial para Deus. Mas, que razão o terá levado a criar para si mesmo esta prisão?
O amor é a entrega da vida. É saber que se é um meio para que o outro seja feliz. …

Eutanásia

2012-04-27 Holanda: destino perigoso Aura Miguel
2012-04-23 Idosos fogem da Holanda com medo da eutanásia
2010-10-25 Testamentos de vida e de morte Pedro Vaz Patto
2008-11-09 Eutanásia: Afinal de que falamos? Isabel Galriça Neto
2008-08-11 Eutanásia e vidas sem valor Pedro Vaz Patto


Frase do dia

Educação é aquilo que revela ao sábio e esconde ao estúpido, a vastidão dos limites do seu conhecimento. Mark Twain

Os prodígios da ilha do Corvo

Público 2012-04-27 Maria João Avillez Dois euros deviam chegar para o parquímetro, não me antevia sentada no cinema as três horas e dez minutos do filme, desde quando é que a ilha do Corvo pedia tal fôlego, mais de três horas aquela pedra no Atlântico habitada por engano, quantos eram os corvinos meus distantes irmãos, língua e pátria comum, 400, 400 e tal?

Mas quase logo a seguir e o espantoso é que foi mesmo quase logo a seguir, enterrada na penumbra da sala, percebi que nenhum adjectivo - sempre uma armadilha é certo - chegava ou servia. E, de resto, elegê-los segundo qual fonte, se havia tantas: a que jorrou assombro, a que derramou espanto, a que trouxe estranheza? A da compaixão, a da pungência? A do esquecimento? Não escolho, não sei. Fazê-lo seria trair os dons que brotaram dessas fontes. Prefiro a fidelidade - única maneira de os merecer - aos dons e prodígios de que é feito este filme que está sempre a lembrar-nos que é na Terra não é na Lua que aquilo existe. E se parece a …

Não há donos do regime nem pais da pátria

Público 2012-04-27 José Manuel Fernandes Nenhuma legitimidade de "Abril" pode servir para deslegitimar quem exerce o mandato democrático
O que significa interrogarmo-nos sobre se é necessário um novo 25 de Abril? Significa o mesmo que perguntarmos se é preciso um novo Salazar. Por trás de ambas as interrogações está a mesma pulsão antidemocrática, a mesma recusa dos naturais defeitos dos regimes democráticos e o mesmo desejo de impor uma determinada via política sem respeitar as escolhas dos portugueses.

Já sei que muitos vão ficar indignados com a comparação, mas ela tem, do ponto de vista do respeito pelos princípios da democracia, toda a pertinência. Por uma razão simples: ou consideramos que o 25 de Abril foi uma revolução democrática, que devolveu a voz ao povo português, ou consideramos que ele foi mais do isso, que foi também um projecto político com um programa específico, independente da vontade desse mesmo povo português. Aparentemente é isso que pensam os que, por …

É na Terra não é na Lua - trailer I

Holanda, destino perigoso

27-04-2012 8:54 por Aura Miguel
Atenção: se tem mais de 60 anos e for passear até à Holanda; se aí tiver um grave problema de saúde e for para ao hospital, pode ficar sujeito à eutanásia.
Com a liberalização desta prática, há médicos que a propõem a pacientes crónicos com diabetes, com esclerose múltipla, SIDA ou cancro. Há mesmo cidadãos que, em autodefesa, transportam consigo um cartão contra a eutanásia chamado “passaporte para a vida” ou “não-me-matem”.

Com os idosos, o risco ainda é mais flagrante. É que, para além da falta de confiança nos médicos, a família também pode ser uma ameaça: um recente estudo da Universidade de Göttingen revela que, em sete mil casos de eutanásia praticada na Holanda, 41% foram a pedido dos familiares. Muitos deles justificaram-se incapazes de lidar com a situação…

Resultado: os idosos evitam os hospitais holandeses e muitos refugiam-se em lares do outro lado da fronteira. É que na Alemanha sentem-se protegidos, porque ali a memória das práticas naz…

O suicídio e a actual crise económica

In jornal SOL 27.04.2012 Pedro Afonso Médico Psiquiatra
De acordo com os números do Instituto Nacional de Estatística, em 2010 as mortes por suicídio em Portugal ultrapassaram pela primeira vez, os óbitos provocados por acidentes rodoviários. Neste caso, ocorreram no nosso país 1101 óbitos por suicídio, mais 86 do que as mortes registadas em acidentes nas estradas durante o mesmo período. Desde a “grande depressão”, com início em 1929 nos EUA, que se conhece a relação entre a crise económica e o aumento do número de suicídios. Ora, considerando o crescimento da taxa de desemprego para cerca de 15%, as dificuldades económicas da população e o consequente acréscimo dos casos de depressão, existem sérios riscos de ocorrer no nosso país um aumento exponencial do número de suicídios. Um estudo publicado em 2009, na revista Lancet, revelou que na UE cada aumento de 1% do desemprego está associado a uma subida de 0,8% de suicídios. Além disso, verificou-se que um aumento superior a 3% na taxa de…

Gravidez

DESTAK |25 | 04 | 2012   21.25H João César das Neves | naohaalmocosgratis@ucp.pt
Os jornais gostam de polémicas, sobretudo em assuntos fracturantes. Como se explica então que tenham ignorado uma clivagem grave num órgão influente sobre um tema da actualidade?O Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida publicou a 26 de Março um Parecer sobre Procriação Medicamente Assistida e Gestação de Substituição (www.cnecv.pt), as chamadas «barrigas de aluguer».  O texto inclui uma estranha «Nota» no final: «O Conselheiro Michel Renaud foi inicialmente designado como relator juntamente com o Presidente e o Conselheiro Jorge Reis Novais, tendo sido autor de um projeto de Parecer alternativo que colheu uma minoria dos votos.» A imprensa ignorou totalmente este relatório minoritário, que está no mesmo site e é assinado por alguns dos mais reputados membros do conselho: Michel Renaud, Ana Sofia Carvalho, Agostinho Almeida Santos, Francisco Carvalho Guerra, José Germano de Sousa, Maria do Cé…

Grandes livros, grandes filmes! Singularidades de uma rapariga loira

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S. Marcos Evangelista é o santo do dia

Perene é a dedicação deste dia à festa de S. Marcos Evangelista que se admite ser o autor do Segundo Evangelho, de  Marcos -  e o primo de Barnabé, de que se fala nos Actos e nas Epístolas -. Marcos e Maria viviam em Jerusalém. A sua casa servia de local de reunião dos primeiros cristãos. Discípulo de São Paulo, esteve ao seu lado quando este ficou preso em Roma. Foi também discípulo de São Pedro: "a que (Igreja) está em Babilónia, eleita como vós, vos saúda, como também Marcos, o meu filho" (1 Pedro 5,13s.). Santo Irineu, Tertuliano e Clemente de Alexandria atribuem decididamente a Marcos, discípulo e intérprete de São Pedro, o segundo Evangelho. E segundo os críticos modernos, o evangelho de Marcos foi escrito por volta dos anos 60/70 e dirigido aos cristãos de Roma.
Hoje também é feriado – um dos chamados feriados civis – que comemora o dia 25 de Abril de 1974. Foi já – e também apenas – há 38 anos. Por isso, se é um dia na minha história pessoal não consigo prever o qu…

A questão dos feriados

DN 20120425 VASCO GRAÇA MOURA
Os feriados religiosos, ligados a evocações e cerimoniais do calendário litúrgico, têm na sua origem a destinação de certos dias para celebrações religiosas de sinal específico e para a interiorização das orações correspondentes, no caminho da salvação da alma. O feriado teria sido inicialmente destinado a permitir a participação numa determinada festa da Igreja e a concentrar mais intensamente a devoção do cristão num dia em que ele não teria mais nada que fazer a não ser isso. Não seria propriamente um dia de descanso, mas de devoção, que era vista como obrigação, sendo proporcionado assim um tempo interior para a vida religiosa.
Por sua vez, os feriados laicos ou civis, ligados por via de regra a datas históricas e à correspondente celebração, pretendem-se dotados de uma fortíssima carga simbólica, capaz de unir os cidadãos em torno de certos acontecimentos fundamentais pelo sentido patriótico de que se revestem.
Parece no entanto que, tanto no plano do…

25 de Abril - S. Marcos

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S. Marcos pregando em Alexandria (1504-1507) Giovanni Bellini  Óleo sobre tela 334x770 cm Pinacoteca de Brera Milão

Uma demonstração de amor

Pe. Rodrigo Lynce de Faria «Não é nada fácil, hoje em dia, encontrar alguém que saiba escutar. Muitos ouvem, mas são poucos os que escutam. Já o diferencia o dicionário da nossa amada língua portuguesa: "ouvir" é ter o sentido da audição; "escutar" é ouvir prestando atenção. Prestar atenção não é um detalhe de pouca importância ― faz toda a diferença! Sobretudo, quando experimentamos a necessidade vital de que alguém nos compreenda. «Nesse caso, agradecemos que a pessoa com quem falamos não somente nos ouça, mas pedimos-lhe encarecidamente que também nos escute. Que procure sintonizar com aquilo que lhe estamos a tentar dizer. Só assim, sentimos de verdade paz na alma e alívio no coração». Sábias palavras! De se lhe tirar o chapéu, sim senhor! É verdade: actualmente são poucos os que realmente escutam os outros com interesse. E é certo e sabido que, se as pessoas não se escutam umas às outras, a sociedade deixa de existir. E se a "sociedade" é a lá de casa, …

Amigo de verdade

"Fácil é ser colega, fazer companhia a alguém, dizer o que ele deseja ouvir. Difícil é ser amigo para todas as horas e dizer sempre a verdade quando for preciso." Carlos Drummond de Andrade
(1902-1987) Esta correcção que não magoa, mas ajuda é uma arte, ou melhor, uma virtude.
Destaques: A ânsia de protecção Pedro Lomba sobre as eleições francesas e o resultado alcançado por Marine Le Pen Idosos fogem da Holanda com medo da eutanásia uma notícia assustadora que nos deve alertar para uma das próximas campanhas fracturantes no nosso país…. Lançamento do livro "1 de Dezembro - dia de Portug... 26 de Abril 18:00 na livraria Férin. O Porf. Jorge Miranda apresenta este livro onde José Ribeiro e Castro apresenta os seus argumentos em favor de salvar o feriado do 1.º de Dezembro, como o dia de Portugal.

Correcção fraterna

Grande arte é saber corrigir a tempo, oportunamente, abrindo uma porta; sem esmagar a pessoa mas ajudando a superar o erro. Quem sabe fazer esta distinção não deve ter medo de ter opinião nem cai na ratoeira de se calar dizendo que é tolerante. A tolerância é com as pessoas, não com os actos. NÃO HÁ SOLUÇÕES, HÁ CAMINHOS
Vasco P. Magalhães, sj
Edições Tenacitas  - www.tenacitas.pt


365 vezes por ano não perguntes porquê, mas para quê.

A ânsia de protecção

Público 20120424 Pedro Lomba Marine Le Pen surpreendeu nas eleições em França. Os 20% da candidata da Frente Nacional deixaram a generalidade da imprensa europeia em choque. Mas será que este choque higiénico nos serve alguma coisa para compreendê-la? Dizer que Marine Le Pen significa o regresso da "extrema-direita", da "ameaça fascista" ou da "xenofobia" na Europa pode funcionar como dramatização e apelo à memória. Mas passa ao lado das verdadeiras causas. Os trabalhadores votaram em Marine Le Pen. Porquê?

Este triunfo eleitoral junto dos trabalhadores traz à memória uma velha frase do historiador das ideias Zeev Sternhell: "O nosso conhecimento da direita, comparado àquele que temos da esquerda, continua a ser ainda muito rudimentar". Algumas reacções às eleições em França confirmam que esse "carácter rudimentar" se mantém. Nas eleições em que a esquerda tanto recorreu à herança da Revolução Francesa e aos valores históricos da III Re…

Surpresa no Brasil, choque em Portugal

Público 2012-04-23  João Carlos Espada Quando se chega a uma certa idade, pensamos que já nada nos vai surpreender. Esse era certamente o meu estado de espírito quando há precisamente duas semanas aterrei em Porto Alegre, no estado brasileiro do Rio Grande do Sul. Não era a primeira vez que visitava o Brasil, embora fosse a primeira visita a Porto Alegre, e não havia motivo para esperar grandes surpresas. Mas enganei-me redondamente e, ainda agora, no rescaldo da viagem, tenho dificuldade em ordenar o turbilhão de impressões que esta viagem me deixou.
Não foi o samba, nem o Carnaval, nem as praias de que habitualmente se fala - e que, aliás, não vi. Foi uma sociedade civil vibrante, em perpétuo movimento, com uma energia empreendedora que só tem paralelo nos EUA (e talvez na China e na Índia, mas devo admitir que não senti aí a mesma energia).
Assisti a um congresso de dois dias com 5200 pessoas. Era a 25.ª edição do Fórum da Liberdade, promovido pelo Instituto de Estudos Empresariais, …

Idosos fogem da Holanda com medo da eutanásia

Notícia da Deutsche Welle  (no blog Estado Sentido)
Idosos fogem da Holanda com medo da eutanásia
Asilo na Alemanha converte-se em abrigo para idosos que fogem da Holanda com medo de serem vítimas de eutanásia a pedido da família. São quatro mil casos de eutanásia por ano, sendo um quarto sem aprovação do paciente.(...)
Estudo justifica temores – Uma análise feita pela Universidade de Göttingen de sete mil casos de eutanásia praticados na Holanda justifica o medo de idosos de terem a sua vida abreviada a pedido de familiares. Em 41% destes casos, o desejo de antecipar a morte do paciente foi da sua família. 14% das vítimas eram totalmente conscientes e capacitados até para responder por eventuais crimes na Justiça. (...)
Não, não é na China nem na Coreia do Norte. É numa daquelas sociedades perfeitas do Norte da Europa.

Lançamento do livro "1 de Dezembro - dia de Portugal"

Autoconsciência

A minha vida decorre, digo-o como resultado da experiência, entre a consciência que tenho de mim, a realidade que me rodeia e aquilo que “os outros” dizem que a realidade é e que eu sou.
Com facilidade chamo aos outros, “eles”, atribuindo-lhes todas as culpas do que corre mal, do que me impede de ser eu próprio.
E isso, é verdade, mas não é toda a verdade. 
É verdade quando o “eles”, o Estado, quer regular tudo. Como diz João César das Neves em vez de “emagrecer o aparelho, incha-o. Não desregulamenta, aperta. Não liberaliza, intervém”. Intervém até no âmbito da esfera privada
É verdade, também, quando “eles” os patrões, os colegas, já não se sabe bem quem começou, estabelecem regras de comportamento, nomeadamente hábitos de horários de trabalho completamente disparatados e irracionais.
Mas também me dou conta que eu próprio olho para a realidade como algo já adquirido, já visto, que não me traz nada de novo. E este olhar cínico, prende-me, impede-me de confiar, faz-me presa fácil do pod…