quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Fevereiro de 2012


Já vinha do mês anterior a discussão sobre a austeridade: necessária para curar o doente, mas se em demasia pode matá-lo.
Por outro lado, fiquei com a sensação que foi neste mês que se intensificou a discussão sobre os Feriados e também sobre o Acordo ortográfico
O silêncio ou a impotência do Ocidente continua a permitir que haja Queimados vivos e inúmeras outras vítimas em África e no Médio Oriente
Mais uma edição do Banco Farmacêutico cada vez com mais farmácias aderentes. Irei procurar saber o resultado desta recolha de medicamentos.
Ainda só vou a menos de metade do mês e já tenho uma colecção interessante de assuntos. Os jornais acharam porém, que era muito importante fazer barulho à volta de não acontecimentos, antecipando a silly season.
A contestação ao governo continuou com manifestações de rua cuja dimensão é (ab)usada como arma de arremesso.
A solidariedade com a Grécia não parece verdadeira solidariedade, mas a nova forma de uma velha ideologia
O papa criou 22 novos cardeais entre os quais um português
Começou a Quaresma no dia 22, Quarta-feira de cinzas. Usar na nossa vida a Mensagem do Papa para a Quaresma e como ajuda seguir as Dicas de Quaresma
No 7º aniversário da morte de don Giussani foi aberto o processo da sua beatificação na arquidiocese de Milão
Pouco menos de um mês depois de fazer 100 anos, morreu a infanta Dona Maria Adelaide de Bragança, neta de D. Miguel I

Não choveu durante este mês.
Estão quase a chegar as andorinhas!

Acordo Ortográfico

A questão dos feriados

Conferência "Aborto, e Agora o que Fazer ? Testemunhos e Caminhos"


Dia 1 de Março às 18:30h. na Universidade Católica de Lisboa, Auditório 512 (edifício de Economia e Gestão),
nova conferência organizada pelo Núcleo Universitário Católica Pró-Vida, com o apoio do Lobby Pela Vida.

 Testemunhos de:

- Dra. Maria Durão (do PAV - Ponto de Apoio à Vida, que apoia a Vida incondicionalmente)

- Dra. Leonor Ribeiro e Castro (da Missão Mãos Erguidas, que ajuda as mulheres na iminência de
abortar a tomarem as decisões conscientes da verdade da Vida)

- Dra. Maria José Vilaça (das Vinhas de Raquel, que ajudam as mulheres que já abortaram a superarem a dor do
arrependimento pela misericórdia de Deus) .

Uma grande oportunidade de conhecermos o lado real do aborto, por quem o vive de tão perto! Não percam!


5º Jantar Angariação de Fundos da Vida Norte ( 17 Março ) - URGENTE ( D Manuel Clemente e Dra Manuela Ferreira Leite dizem PRESENTE! )

Caros Amigos

Venho apelar à V/ generosidade e Amizade, pois preciso(amos ) muito da V/ ajuda!

Tal como julgo que saberão, sou vice-presidente da Direcção da Associação Vida Norte ( ver em www.vidanorte.org ), instituição essa que dá apoio a raparigas/ mulheres que pretendem manter a gravidez até ao fim e aos bebés e ainda às respectivas famílias ( quando se verifica da necessidade de tal , pois entendemos que o crescimento da criança deve ser em ambiente familiar, procurando por isso, a Associação, dar todo o apoio que se verificar necessário para a geração da estabilidade dessa Família ).
Com a crise, este apoio é cada vez mais necessário e por isso, venho pedir a V/ preciosa ajuda e generosidade, que se poderá concretizar através da V/presença e de amigos no Jantar, apelando a que se tal for possível tentem preencher uma mesa de 10 a 12 pessoas (o que seria FANTASTICO e me sensibilizaria MUITO ).
Envio o texto para que assim possam divulgar, se acharem por bem, e agradeço antecipadamente a V/ ajuda e Amizade.
Na esperança de notícias para breve ( o ideal é que me fizessem o favor de informar até ao final da 1ª semana de Março como está a situação )
Domingos de Sousa Coutinho (domingos.coutinho@gmail.com)
912175765

Em 2008, 2009, 2010 e 2011 realizaram-se jantares de angariação de fundos da Associação Vida Norte.
Foram jantares no Hotel Porto Palácio, com cerca de 300 a 400 pessoas.
A mobilização de personalidades que nos "emprestam" o seu prestigio (ao evento e à  Associação) e, sobretudo, a ajuda que o evento representa para o reequilíbrio do magro orçamento com que gerimos o nosso dia-a-dia, são muito importantes para a Vida Norte.
Dado o aumento do número de famílias em situação difícil (particularmente grávidas ou mulheres com recém-nascidos), que nos procuram diariamente, as responsabilidades com que a Vida Norte se defronta não param de crescer. Só em 2011 ajudamos mais de 180 mulheres ( cerca de 500 pessoas considerando as crianças e familiares ).
Peço pois a V/ preciosa ajuda para nos ajudar a que este jantar seja um sucesso, conseguindo convidar amigos e familiares a estarem presentes ( cada mesa terá 10 a 12 pessoas, no máximo ) e a darem a sua contribuição caso não possam comparecer.

É certo que os tempos estão difíceis, mas, pensando bem, é claro para todos que essas dificuldades são mais sentidas por quem menos tem...e a Vida Norte sente-as cada vez mais.
Pedimos, assim, que se juntem a nós no próximo dia 17 de Março de 2012 para o Jantar do Vida Norte no Hotel Porto Palácio.
O preço é o mesmo dos anos anteriores – € 80/pessoa - e tem subjacente o objectivo de ajudar a Associação e, por isso, àqueles que nos vêm pedir ajuda!.
Entretanto já temos a confirmação da presença do Bispo do Porto, Reverendíssimo Senhor D Manuel Clemente e Dra Manuela Ferreira Leite na qualidade de Madrinha.

Fico na expectativa de muitas respostas positivas ( até dia 3 Março ), com amizade,
Domingos Bourbon de Sousa Coutinho

VIDA NORTE
Associação de Promoção e Defesa da Vida e Família

Av. Marechal Gomes da Costa, 516
4150-354 Porto
Tel. 226063046
Geral: geral@vidanorte.org


Frase do dia

Não esqueçais a hospitalidade, pois, graças a ela, alguns, sem o saberem, hospedaram anjos
Heb 13, 2

Na noite de sábado passado fomos ao velório de uma criança da Ajuda de Berço que morrera no dia anterior.
O Ricardo era uma criança com 3 anos muito doente com sérias limitações desde o nascimento provocadas pelos efeitos da droga de que a sua mãe era dependente.
Foi acolhido na Ajuda de Berço onde viveu até há uns meses quando a sua saúde obrigou a internamento hospitalar. Morreu no dia 24 de Fevereiro no Hospital de Santa Maria. (ler aqui)

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Ricardo

Na noite de sábado passado fomos ao velório de uma criança da Ajuda de Berço que morrera no dia anterior.
O Ricardo era uma criança com 3 anos muito doente com sérias limitações desde o nascimento provocadas pelos efeitos da droga de que a sua mãe era dependente.
Foi acolhido na Ajuda de Berço onde viveu até há uns meses quando a sua saúde obrigou a internamento hospitalar. Morreu no dia 24 de Fevereiro no Hospital de Santa Maria.
Somos amigos da Ajuda de Berço e das suas directoras e quisemos fazer-lhes companhia neste momento difícil.
Todas as funcionárias que tratavam das crianças na casa onde o Ricardo viveu estes anos estavam lá como se fossem da sua família próxima.
Um dos médicos do serviço de cuidados intensivos onde ele esteve nas últimas semanas tinha passado pela capela mortuária à tarde e lá tinha ficado um tempo em silêncio a prestar a sua homenagem!
Que efeito é este que uma criança, que não consegue fazer nada, causa nos outros à sua volta?
Nem sequer é capaz de agradecer quando cuidam dela, excepto com o sorriso transparente que se pode ver na fotografia.
À tarde tínhamos ouvido esta frase do Beato Cardeal Newman:“... a atracção exercida pela santidade inconsciente é de uma natureza urgente e irresistível
E a santidade é esta proximidade com Deus que mais facilmente se encontra nos simples e nos pobres em espírito e não é, como errada e impulsivamente pensamos, fruto do nosso esforço por mais virtuoso que seja.
Há uns dias o Povopublicou o artigo Deus não é para o bico da ciência em que, referindo-se a Anthony Flew, o cientista ateu militante que se converteu perante o Big Bang que considerou a prova científica da existência de Deus, Henrique Raposo diz que Deus não é para o bico da Ciência porque “Deus não se esconde na relação gravitacional entre planetas, mas na relação moral entre homens. Deus é um salto de fé ético e não uma descoberta com tubos de ensaio”.
Esta atractividade da vida do Ricardo e de outras crianças como ele, totalmente dependentes e totalmente agradecidas pelo amor que se lhes dá são instrumentos que, muitas vezes, facilitam o salto de fé capaz de reconhecer Deus na Sua misteriosa relação com as criaturas.
Por isso, à Ajuda de Berço que corresponde todos os dias ao conselho de S. Paulo “ Não esqueceis a hospitalidade, pois, graças a ela, alguns, sem o saberem, hospedaram anjos” deixo o meu muito obrigado. Bem haja!

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

O português não pode sentir orgulho de Portugal

Henrique Raposo (www.expresso.pt)
7:39 Terça feira, 28 de fevereiro de 2012
Há dias, Pedro Santos Guerreiro contou uma história engraçada na Sábado: um gestor estrangeiro a viver há muito tempo em Portugal diz que os portugueses são melhores no excel, mas os espanhóis são muito melhores no powerpoint. Ou seja, nós até podemos fazer coisas com mais qualidade, mas eles sabem projectar uma imagem, uma marca, um pedigree. Bate certo, sim senhor. E agora pergunto: por que razão os portugueses são tão maus nesse powerpoint? Porque ser-se bom no powerpoint implica orgulho naquilo que se está a powerpointar. Ora, como se sabe, o português, para ser português, não pode ter orgulho de Portugal. O português, para ser português em condições, tem de xingar Portugal a cada momento. Um português a fazer um powerpoint positivo sobre Portugal é uma contradição em termos. A ética queirosiana da choldra e do "só neste país" assim o exige.
Um exemplo. Há dias, eu e uma-certa-e-determinada-pessoa-da-minha-família estávamos a ver o telejornal da TVE. Às tantas, aparece uma reportagem sobre as línguas mais procuradas pelos jovens espanhóis. Entre elas, está a língua portuguesa. De imediato, a minha doce companhia activou o ABS queirosiano: "oi, mas eles são parvos? Mas querem o português para quê?". Ela não pensou. Apenas reagiu. É assim o instinto queirosiano: bloqueia qualquer coisa de positivo sobre Portugal. Portugal é importante numa coisa? , não pode ser. Portugal é líder num dado produto? Ora essa, é líder porque mais ninguém faz esse produto, pá, da mesma forma que mais ninguém joga hóquei em patins. Se tivesse pensado 5 segundos, a minha doce companhia teria chegado a três conclusões: o português é a sexta língua mais falada no mundo; o português é a língua de duas das mais importantes economias emergentes (Brasil e Angola); o português é a língua de um dos principais parceiros de Espanha, que, por acaso, está mesmo do outro lado de Badajoz. Não por acaso, o Expresso do dia seguinte (28 de janeiro) trazia uma entrevista com um cromo da gestão indiano, que dizia assim: "a língua portuguesa é um veículo da globalização".
Este incómodo epidérmico que o português sente por Portugal é aquilo que impede a criação de uma boa imagem portuguesa. Por vezes, Portugal levanta-se em peso contra um estrangeiro que ousou insinuar que Portugal é um país menor. Não percebo porquê. A narrativa preferida dos portugueses, da cátedra à tasca, é aquela que diz que Portugal é o Marrocos de cima, que Portugal é semi-africano, que Portugal não é bem europeu, que isto é uma choldra, que isto nunca mudou. Os portugueses nunca serão bons no powerpoint patriótico, porque isso seria a negação do que é ser-se português com pedigree queirosiano. É o poder da narrativa.

Acordo ortográfico

Tal como o Prof. César das Neves, o Povo não deu muito relevo à questão do Acordo Ortográfico
Se lermos Vasco Graça Moura percebemos antes um claro desacordo
E nalguns casos um grande disparate.
Entretanto, enquanto dura este tempo luminoso, saibamos, como Miguel Torga, aproveitar a claridade

nas 7 Quintas - 1 Março 2012 à conversa com Assunção Cristas e Luís Valente de Oliveira

Na próxima 5ª feira, dia 1 de Março, teremos o próximo "Nas 7 Quintas". Contamos consigo … seus Familiares e Amigos ……
Vão ver que vai ser uma noite muito bem passada!
Nas 7 Quintas
1 de Março|21h30 |Bar das Artes da Univ. Católica Porto
Conversas informais sobre os percursos pessoais e experiências de vida!
Assunção Cristas e Luís Valente de Oliveira
VIDA NORTE
Associação de Promoção e Defesa da Vida e Família


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4150-354 Porto
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Tertúlia Diplomática: Angola e a CPLP

120228 Angola-CPLP TD Convite

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Claridade

Clareou.
Vieram pombas e sol,
e, de mistura com Sonho,
pousou tudo num telhado…
(Eu, destas grades, a ver,
desconfiado.)
Depois,
uma rapariga loira,
(era loira)
num mirante,
estendeu roupa num cordel:
Roupa branca, remendada,
que se via
que era de gente lavada,
e só por isso aquecia…

Miguel Torga,  Lisboa, Cadeia do Aljube, 1 de Fevereiro (1940), in Diário – I, 4ª edição revista, Coimbra 1957

Aristocracia ortográfica

JOÃO CÉSAR DAS NEVES
DN 2012-02-27
Nesta coluna nunca se comentou o Acordo Ortográfico. Em tema muito específico, com reputados especialistas envolvidos em polémicas violentas, recomenda-se silêncio respeitoso. Mas ultimamente o jornal inclui no fundo do artigo a referência: "Por decisão pessoal, o autor do texto não escreve segundo o novo Acordo Ortográfico", o que merece explicação.
Esta opção não implica tomada de posição na contenda. Sobre o tema, permaneço perplexo e expectante. Tenho por princípio cumprir a lei e fiz esforços sérios para aprender as novas regras. Mas confesso a dificuldade em "escrever com erros" e, existindo ainda escolha, prefiro manter a situação.
No que toca às partes em confronto, vejo erros dos dois lados. Os que tomam o novo Acordo como atentado à cultura nacional esquecem que a nossa escrita não é a de Gil Vicente, nem sequer de Eça. O que hoje usamos vem do Formulário Ortográfico de 1911, resultado da ânsia legalista da Primeira República, cuja arrogância ingénua aspirava a regulamentar tudo. O século XX viu atribulada história de acordos na lusofonia, todos falhados (ver www.portaldalinguaportuguesa.org/acordo.php).
Os que apregoam a nova regulamentação como indispensável exageram o significado de pequenos detalhes. Existem importantes diferenças regionais em todas as línguas dominantes, sem que tal prejudique a sua influência. Basta abrir o Thesaurus do editor Word para ver 21 alternativas de Spanish, 16 de English, seis de French e duas de Portuguese convivendo pacificamente.
Em toda a questão, tenho uma única ideia clara. O projecto de regulamentação legal da ortografia é, em si mesmo, manifestação de um dos traços mais fortes da nossa cultura. Não seríamos portugueses se não gastássemos tempo e recursos numa discussão deste tipo. Apesar de alterarem a escrita, são os defensores das novas regras ortográficas quem realmente manifesta o fundo da nossa tradição. Este aspecto merece atenção, até por se relacionar com a origem da crise económica.
Portugal é um país culturalmente aristocrata. A atitude nacional típica é de confiança em elites, especialistas, leis e políticas. Desconfiamos instintivamente da gente comum, de mercados e forças sociais livres. A nossa direita é naturalmente oligárquica, e a esquerda também, na elite progressista do partido. Ambas consideram o povo incapaz, necessitando de orientação. O próprio povo está de acordo, ansiando por chefes salvadores ou acusando os líderes de todo o mal.
A atitude cultural nem sempre coincide com a estrutura social. A Inglaterra é uma sociedade aristocrata, onde perdura a nobreza e a Câmara dos Lordes, mas com uma cultura de abertura e fair play, apostada na iniciativa, na liberdade e no vigor das dinâmicas populares. A França, pelo contrário, afirmando-se democrática e abominando tirania e desigualdade, prefere planeamento e regras impostas de cima, desconfia visceralmente de liberais e movimentos espontâneos e confia em intelectuais e especialistas.
Portugal, apesar da multissecular aliança britânica, é culturalmente francês. A ideia espantosa de a escrita, manifestação por excelência da vida de um povo, ser negociada por academias e imposta por lei só poderia surgir num país de atitude aristocrata, hoje como na Primeira República. A simples concepção de um Estado intrometido nas nossas cartas e recados nasce de um traço cultural básico. Foi a mesma atitude estatizante que nos trouxe à emergência financeira.
A solução razoável para a questão seria elencar e classificar as diferentes ortografias como variantes vivas e aceitáveis de uma língua dinâmica e florescente. Mas nesse caso o académico seria servidor da língua, não seu juiz. Além disso, evitava-se a oportunidade de criar estruturas burocráticas, com funcionários, comissões e ajudas de custo. As editoras escolares perderiam a pequena fortuna que sai da substituição de toda a bibliografia lectiva e, acima de tudo, desaparecia um belo debate ocioso, abstracto e inútil, excelente para ocultar as verdadeiras dificuldades nacionais.

Próximo Encontro FLE

Dia 29 de Fevereiro, às 09h30,  na Fundação Calouste Gulbenkian, sob o tema: Educação na Holanda – Um modelo social de serviço público com fornecimento privado.
Com a presença de S. Exa. o Sr. Secretário Estado do Ensino e Administração Escolar, em representação de S. Exa. o Sr. Ministro da Educação e Ciência.
Paul Zoontjens e Frans J. de Vijlder são peritos em direito da educação e no financiamento dos sistemas educativos. Vêm a Portugal explicar o funcionamento do sistema de serviço público de educação Holandês, um modelo Europeu de Qualidade. Com eles teremos oportunidade de debater: a extensão do Direito à Educação nos dias de hoje; a natureza do Serviço Público de Educação; a responsabilidade do Estado na sua concretização com qualidade, garantindo a gratuitidade e equidade; O papel dos pais, dos professores e das escolas num sistema em que o Estado respeita o princípio da Liberdade de Aprender e de Ensinar e a autonomia das escolas.
Entrada livre, sujeita a inscrição para secretariado@fle.pt.
Será disponibilizado serviço de tradução simultanea.
Informe-se sobre e sistema de ensino Holandês relendo o nosso último Vale a Pena Ler e visite o nosso recente dossier dedicado exclusivamente a este assunto.
________________________
FLE - Fórum para a Liberdade de Educação
Procure-nos no Facebook
Aos pais pertence a prioridade do direito de escolher o género de educação a dar aos filhos
Art.º 26º da Declaração Universal dos Direitos do Homem

Afinal, quem nos representa?

Pedro Afonso
Portugal mudou muito nos últimos anos. Uma dessas mudanças foi realizada através da aprovação da lei que legalizou o aborto até às dez semanas, na altura suportada por uma ideologia política auto-intitulada de progressista. Entretanto houve eleições e muitos esperavam que algumas destas questões ideológicas fossem discutidas novamente por um governo que se deveria diferenciar do anterior não apenas no plano das políticas económicas, mas também na visão do mundo. Enganaram-se, pois, aqueles que julgavam que a alternância política levaria a que fosse discutida a estrutura legislativa entretanto criada sobre esta matéria. O desapontamento tem sido maior quando vários dos actuais ministros assumiram publicamente a sua fé católica; portanto, assumindo-se pró-vida.
Na verdade, nada mudou. Enquanto Espanha, com o novo governo de Rajoy, já deu sinais claros de que iria alterar a lei do aborto, assumindo corajosamente que defender a vida é uma medida verdadeiramente progressista, entre nós absolutizam-se os números e venera-se a troika, como se de um bezerro de ouro se tratasse. Neste contexto, a troika serve como cortina de fumo para que um grupo político prossiga de forma imparável com a sua pacotilha legislativa extremista. A recente lei sobre barrigas de aluguer mostra bem a sua actividade fervilhante e o desejo insaciável de prosseguir com experimentalismos sociais no campo da família e da vida humana.
Entretanto o PSD e o CDS andam a reboque desta agenda frenética, sem assumirem posições claras, numa vacuidade de ideias ordenadas,  recorrendo a argumentos sinuosos e ambíguos, defraudando expectativas  e sem capacidade para representarem muitos milhares dos seus eleitores. Ou seja, enquanto a esquerda revolucionária vai fazendo a sua guerra munida de um paiol  inesgotável de munições ideológicas, a direita complexada parece apenas aspirar manter-se no “palácio do poder”, saboreando uma influência ilusória e renunciando negligentemente propor uma sociedade alternativa. Conclui-se, portanto, que este políticos creem erradamente que aquilo que mobiliza um povo não são os princípios e a ideologia, mas apenas os números e a criação de riqueza. Ora, ninguém morre por um negocio, mas há quem ofereça a sua vida por um ideal.
Muitos daqueles que outrora combatiam pela defesa da vida no seio do activismo da sociedade civil, uma vez integrados nos partidos e ocupando agora altos cargos no Estado, parece que se esqueceram das suas convicções; caíram num estranho silêncio, transformando-se aparentemente nuns tecnocratas, iguais a tantos outros. Os partidos políticos não podem mostrar desprezo pelas convicções de muitos milhares dos seus eleitores, aos quais convenientemente em tempo de eleições lhes solicitam o voto para depois não lhes dar nada em troca. O descontentamento aumenta em círculos restritos, e vai-se alargando aos poucos, pois muitos vão compreendendo que é chegado o tempo de os eleitores exigirem representatividade aos políticos. E este ressentimento é imparável.
Pedro Afonso
Médico Psiquiatra

8º aniversário da Paixão de Cristo de Mel Gibson

No sábado passado, a página central do P2 do Público lembrava que a Paixão de Cristo de Mel Gibson tinha sido estreada há precisamente 8 anos.
O editor de assuntos religiosos do Público juntou este comentário.
Sem mais palavras agradeço a oportunidade que me foi lembrada de voltar a ver o filme. É um bom exercício espiritual para esta Quaresma
É claro que não subscrevo a opinião que o jornal deixa transparecer e que não difere daquela que publicou há 8 anos e que originou esta minha partilha com o Povo
Nem por acaso, o artigo de hoje de Raquel Abecassis, lembrando-nos a Primavera árabe, aponta o sentido daquilo que no Público se chama de “obsessão com o sofrimento sem sentido”

Começou o processo de beatificação de Luigi Giussani, fundador de Comunhão e Libertação


Dito&Feito

José António Lima
Sol, 2012-02-27

Mário Soares veio agora revelar que teve com José Sócrates, há menos de um ano, «uma discussão gravíssima, porque queria que ele pedisse a ajuda externa financeira a Portugal e ele não queria».
Soares recorda: «Discutimos brutalmente» e, depois, «o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, também interveio mais tarde e ele acabou por ter de ceder, perante a evidência das coisas».
Sócrates não gostou deste relato dos aconteciemntos. E, do seu exílio no estrangeiro, apressou-se a esclarecer, por interposto e anónimo porta-voz, que, longe de uma discussão brutal, até guarda «memórias doces» dessa conversa com Soares. E que, longe de ceder à evidência das coisas, continua a considerar que o pedido da ajuda externa foi «um erro evidente». Que ele próprio, ainda não sabe bem como cometeu. Recorde-se que o país estava a um passo da bancarrota, em risco de não ter sequer dinheiro para pagar os salários do Estado. E que, além de Soares e de Teixeira dos Santos, também o Presidente da República, o governador do Banco de Portugal, os banqueiros tardiamente alarmados, Angela Merkel, Durão Barroso e por aí fora tentaram, já em desespero, forçar Sócrates a render-se à evidência das coisas.
ACABOU por ceder, como seria inevitável. Mas ainda agora não sabe explicar bem porquê. E não desarma: «Vemos hoje tudo o que perdemos por ter pedido ajuda externa: níveis de desemprego, de falências, ratings da República, dos bancos – quantos anos vamos demorar a regressar aos níveis de há um ano?», pergunta Sócrates. Extraordinário: há um ano, o nível de Portugal era estar à beira da insolvência e em vias de se tornar um sem-abrigo da Europa.
Muito cheio da sua figura e da sua importância, Sócrates viveu os últimos meses da sua nefasta governação como se habitasse noutro planeta: em permanente estado de negação, surdo aos apelos para corrigir os erros e o rumo que levava o país ao desastre, cego perante as evidências. Um ano depois, pelo que se vê, não aprendeu nada. O seu autismo político e o seu delírio egocêntrico não sofreram melhoras com o exílio em paris. Apenas se agravaram. É um caso político incurável.

Ainda se lembram da Primavera Árabe?

Raquel Abecassis

RR on-line 27-02-2012 6:55

Há mais ou menos um ano, o mundo festejava a chegada da chamada “Primavera Árabe”, com aquela inocência ou inconsciência hollyoodesca com que o Ocidente gosta de colocar rótulos a tudo, procurando dar por garantido que o final é feliz. 

Passado um ano, o mundo assiste impávido ao genocídio daqueles que, movidos pelo entusiasmo com que os movimentos por uma maior liberdade foram acolhidos, tentaram repetir a receita na Síria.
Há semanas que o regime de Al Assad procura exterminar tudo o que mexe na cidade de Homs. Imagens enviadas por habitantes locais chegam diariamente a nossas casas, quase todas com um desesperado pedido de ajuda.
Os dias passam e o Ocidente continua a tomar chá nas várias mesas diplomáticas, fazendo de conta que, conseguido um consenso internacional, tomará uma atitude. Como sempre, os aliados da NATO demonstram ser fortes com os fracos e fracos com os fortes.
Já o povo da esquerda, sempre tão atento na luta pela liberdade, direitos e garantias, quando a direita está no poder, parece ser cego surdo e mudo quando são os seus amigos no poder.
Mas a indiferença com que assistimos ao que se está a passar na Síria torna-nos a todos responsáveis, sobretudo, porque a "Primavera Árabe" veio ensinar-nos que a mobilização da opinião pública pode mudar o rumo da História.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Vou estabelecer a minha aliança convosco

A seguir ao dilúvio Deus estabelece a Sua aliança com Noé e a sua descendência.
É esta a primeira garantia da Sua Providência que se traduz na beleza destes dias antes das andorinhas, embora fizesse falta alguma chuva.
É reconfortante ouvir as palavras do papa, no dia seguinte à votação na Assembleia da República das propostas que pretendiam estender aos pares de pessoas do mesmo sexo a possibilidade de adopção. É que, usando as palavras do papa “a dignidade humana da procriação consiste não num “produto", mas sim num vínculo com o acto conjugal, expressão do amor dos cônjuges, da sua união não só biológica, mas também espiritual"

O dilúvio

O dilúvio
Paolo Ucello  (1440)
Fresco
Santa Maria Novella
Florença

Apoie a Ajuda de Berço


sábado, 25 de fevereiro de 2012

Texto da notícia anterior

A Paixão de Cristo estreou há 8 anos

Grandes Livros, grandes filmes

Inicia-se hoje um novo ciclo de conferências de periodicidade mensal dedicado aos livros e ao cinema. Hoje, às 16:00 na Livraria Férin, Oliver Twist de Charles Dickens e o filme com o mesmo nome de David Lean serão comentados por Álvaro Laborinho Lúcio .
Agradeço a participação dos que se deram ao trabalho de responder ao inquérito do Diário de Notícias de ontem A pergunta Concorda que os casais 'gays' possam adoptar crianças?  Tinha sido respondida da seguinte maneira
Às 16:20                                                                              Às 16:50 os resultados da sondagem eram estes:
Sim: 321 votos      36%                                                             Sim: 338 votos      32%
Não: 583 votos     64%                                                             Não: 707 votos     68%
E perto da meia-noite antes de ser substituída por outra pergunta?  
Sim: 481 votos      22%
Não: 1705 votos    78%
Pedro Aguiar Pinto

Matrimónio heterossexual é único "digno" para procriar

DN 2012-02-25
O papa Bento XVI afirmou hoje que a união entre um homem e uma mulher no matrimónio é o único "lugar digno" para trazer ao mundo um novo ser humano, procriação que é expressão da sua união biológica e espiritual.
Bento XVI abordou o tema da procriação durante uma audiência no Vaticano com participantes na XVIII Assembleia Geral da Academia Pontíficia para a Vida, que termina hoje, com o tema "Diagnóstico e terapia da infertilidade".
"A busca de um diagnóstico e de uma terapia representa o critério cientificamente mais correto para a questão da infertilidade, mas também o que mais respeita a humanidade integral dos sujeitos implicados", salientou Bento XVI.
"A união entre um homem e uma mulher nessa comunidade de amor e de vida que é o matrimónio constitui o único "lugar" digno para a existência de um novo ser humano, que é sempre um presente", acrescentou.
O papa elogiou o trabalho dos cientistas que mantêm "desperto o espírito de busca da verdade, ao serviço do bem autêntico do homem", evitando o "cientificismo e a lógica do benefício" que, segundo Bento XVI, parece dominar o campo da infertilidade e da procriação humana, "chegando a limitar muitas outras áreas de investigação".
A dignidade humana e cristã da procriação "não consiste num "produto", mas sim num vínculo com o ato conjugal, expressão do amor dos cônjuges, da sua união não só biológica, mas também espiritual", referiu o pontífice.
Bento XVI dirigiu-se aos cientistas ao apelar a que não cedam "nunca à tentação" de reduzir a um "mero problema técnico" as situações difíceis das pessoas.
"A indiferença da consciência perante a verdade e o bem representa uma ameaça perigosa para um autêntico progresso científico", frisou ainda o papa.

Antes das andorinhas

Público 2012-02-25 Miguel Esteves Cardoso

Na quinta-feira vimos duas, primeiras papoilas. Eram pobres coisas, mais a caminho da morte do que do fulgor, mas eram pioneiras da Primavera. Parámos o carro e fartámo-nos de fotografá-las. Nas fotografias ficaram menos feias. Apareceram também umas moscas. Estavam desorientadas e nem sequer sabiam chatear. Eram mosquinhas suspensas no ar, como se numa peça infantil, pouco convincentes mas inofensivas. E vi um aranhiço recém-nascido na palma da minha mão. Esperam-se as andorinhas a qualquer momento. Onde é que elas voam?

23 de Fevereiro há-de ficar como o dia mais bonito desde Novembro passado. Foi uma tarde para guardar na memória, como promessa do que aí vem, quando levarmos com as chuvadas que andamos há meses a adiar.

O meu sogro Joaquim morreu no dia 23 de Fevereiro de 2008. No dia em que foi enterrado choveu em Lisboa como eu nunca tinha visto: uma chuva grossa que batia na terra, como se a odiasse.

Passou a ser um dia infeliz. Mas o tempo deixou de concordar com ele. Agora consegue-se pensar que este seria um dia que ele bem que gostaria de passar.

Ele nasceu em Fevereiro, em 1920, tal como o meu pai. O meu tio, o meu irmão e a minha sogra também nasceram em Fevereiro. Desde que morreram o meu tio, o meu pai e o meu sogro, até este dia de sol, em 2012, em que a Maria João esteve quase feliz o dia inteiro, pensava que Fevereiro era um mês triste. Esqueci-me de todos e de tudo que Fevereiro trouxe. Agora lembrei-me.

Trigo e cizânia

Aura Miguel
RR on-line 2012-02-24

Nas últimas semanas, a imprensa tem revelado algumas facetas menos dignas, com intrigas e jogos de poder entre cardeais. O problema é tão velho que até os primeiros apóstolos ouviram ralhar de Jesus porque discutiam entre eles quem teria o melhor lugar.
Se folhearmos os livros de História, encontramos tristes episódios, nada edificantes, atribuídos a membros da Igreja. Santa Catarina de Sena, co-padroeira da Europa, constatou, no seu tempo, que “a corte do Santo Padre tão depressa parece um ninho de anjos como um ninho de víboras”.
Ao ser informado de que Napoleão queria destruir a Igreja, o então secretário de Estado do Papa Pio VII terá comentado: “Não vai conseguir, porque nem nós próprios conseguimos destruí-la”.
Pois é assim mesmo, e será sempre: a Igreja é um como um campo, onde nasce bom trigo, mas também cizânia.
Parafraseando o próprio Papa Bento XVI, a Igreja é como "uma rede onde convivem peixes bons e peixes maus”, ao ponto de os maiores ataques contra ela própria virem de dentro e não de fora.
Mas é também um lugar de santidade, onde há pastores que dão a vida por Cristo, com amor e limpidez, com uma sabedoria fiel e corajosa, que roça o martírio.
Ratzinger é um destes pastores, que não foge com medo diante dos lobos, como de modo clarividente intuiu (no início do seu pontificado) que viria a acontecer.

Grandes livros, Grandes filmes: Oliver Twist

Oliver Twist

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Ciclo de conferências "Gandes livros, grandes filmes"

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