Mensagens

A mostrar mensagens de Maio, 2013

Era tão bom que todos os nossos problemas se resolvessem demitindo o Governo...

José Manuel Fernandes
Público, 31/05/2013 A ideia de Sampaio de que a oposição "tem de encorpar" lembra o intervencionismo dos nossos monarcas liberais no tempo do "rotativismo"
Uma boa parte dos portugueses parece ter uma irresistível atracção por soluções mágicas. Sobretudo quando os problemas se revelam muito difíceis de resolver. A mais recente dessas ilusões é a de que bastaria demitir o Governo, dissolver a Assembleia e convocar eleições para boa parte das nossas dores de cabeça desaparecerem. O Inferno actual seria substituído por uma espécie de Paraíso onde um delicodoce Seguro apascentaria um país de repente capaz de refazer consensos e, claro, de viver sem austeridade. Nada nesta visão idílica resiste a cinco minutos de análise fria. Pior: tudo, ou quase tudo, nesta proposta deriva de uma visão autoritária da democracia e da ideia de que há, em Portugal, uns que são donos do regime e outros os seus eternos enjeitados. Dois dos principais advogados deste p…

A eternidade não será tediosa

Imagem
2013-06-01 L'Osservatore Romano São tantos os cristãos que não conhecem a alegria. E até quando estão na Igreja a louvar a Deus, parece que seguem um cortejo fúnebre e não uma jubilosa celebração. Ao contrário, se aprendessem a sair de si mesmos e a dar graças a Deus, a «perder tempo louvando a Deus, compreenderiam realmente o que é a alegria que os liberta». A alegria cristã esteve no centro da reflexão proposta pelo Papa Francisco, na manhã sexta-feira de 31 de Maio, durante a missa celebrada na Domus Sanctae Marthae. Ao comentar as leituras evangélicas do dia, voltou a propor a imagem de Maria como mãe que vai sempre apressada – como fez no domingo passado na paróquia romana -   o Pontífice prolongou-se sobre aquele «sobressalto do menino no seio de Isabel» por ela revelado a Maria»: «Logo que ouvi a tua saudação, o menino saltou de alegria no meu seio». «Tudo é alegria. Mas nós cristãos – observou o bispo de Roma – não estamos muito habituados a falar de alegria, de júbilo. Penso…

Procissão do Corpo de Deus - 2 de Junho

A nossa família é grande e tem a melhor história do mundo

Adopção

Adopção: o superior interesse da criança

Bernardo Castro
29.05.2013 Vamos à lógica, porque o assunto é sério: a adopção serve para se promover o bem da criança – o seu superior interesse.
1. Unanimidade, divergência e unanimidade Desde sempre e até agora, tem sido natural e seguro entender que, com a adopção, se pretende dar à criança aquilo que por diversas circunstancias ela perdeu: o pai e a mãe – este é o seu direito e aquele que devemos, enquanto sociedade, conseguir assegurar. Existem também situações em que uma pessoa só, a título individual, pode acolher uma criança, procurando educá-la, complementando por exclusivo o que tão meritórias pessoas fazem em tantas instituições de acolhimento. É unânime que, apesar do louvável trabalho que se faz nestas instituições, é bom para uma criança ser educada por um pai e por uma mãe, onde, com amor e estabilidade, se poderá desenvolver enquanto pessoa e chegar a ser um adulto feliz. Deixa de haver unanimidade quando falamos sobre a adopção por pares homossexuais. Neste caso, in…

Por favor... Não me adoptem!

P. Ricardo Cardoso
In A Defesa

O projecto-lei apresentado pelo Partido Socialista que visava a possibilidade de Co-adopção de crianças por parte de um dos membros do par homossexual ("casais do mesmo sexo" – não lhe chamarei casal porque esse termo só o considero para a vinculação homem com mulher) foi aprovado no passado dia 17 de Maio, passando a ser um dia negro para Portugal, dado que a seguir a esta lei surgirão outras mais graves que, por algum tempo, ficarão na prateleira enquanto a sociedade vai ruminando as novidades até se tornarem aceitáveis ao comum mortal. A formatação das consciências é a principal arma dos políticos de todos os quadrantes, procurando tornar aceitáveis e dignas de crédito todas as medidas, leis e critérios que desejam instituir nas sociedades, à luz de um projecto e de uma nova ordem maquiavélica de supra-estruturas que transcendem a territorialidade nacional.

Segundo as palavras do Papa João Paulo II, na sua Encíclica Centesimus Annus (n.º46), «A…

A co-adopção: algumas reflexões

DN 2013-05-30 CELESTE CARDONA
Há uns anos, exactamente na véspera de partir para uma intervenção cirúrgica a três aneurismas na cabeça, que, para me manter viva, careciam de ser "removidos", decidi, na qualidade de ministra da Justiça e de proponente, participar no Parlamento, na discussão do projecto de revisão da Lei da Adopção por mim subscrito. Foi um dia difícil e um dia memorável e muito importante.
Nesse projecto estava consagrado, pela primeira vez, o conceito de "superior interesse da criança", com o intuito, entre outros, de flexibilizar e tornar mais célere o processo de adopção bem como de estabelecer regras imperativas que tornassem menos "traumático" para a criança a sua própria mudança de vida.
Lembrei-me de tudo isto a propósito do que tenho ouvido e lido em torno da co-adopção!
Li o projecto apresentado no Parlamento bem como as explicações que sobre o mesmo têm vindo a ser produzidas e quero, desde já, deixar uma advertência.
Considero…

Corpo de Deus 2013

Ignorância

Não é a ignorância, mas a ignorância da ignorância que mata o conhecimento Alfred North Whitehead (1867-1947)
filósofo e matemático britânico

O DIREITO A UM PAI E A UMA MÃE

Pedro Vaz Patto Voz da Verdade, 2013.05.26
Foi aprovado na generalidade um projeto de lei que permite a coadoção por pares homossexuais, ou seja, a adoção por uma pessoa casada com outra do mesmo sexo (ou a ela unida de facto) quando em relação a esta já esteja estabelecida a filiação, natural ou adotiva. O que significará que por esta via se poderá tornear facilmente a atual proibição da adoção conjunta por pares do mesmo sexo, deixando-se «entrar pela janela aquilo a que se fechou a porta»: basta que uma das pessoas adote singularmente, ou que uma mulher recorra à procriação artificial num país que não a proíba (os casos mais frequentes na prática), e depois o seu cônjuge, companheira ou companheiro, solicite a coadoção. Dizem os apoiantes do projeto que se trata apenas de proteger situações já existentes. Mas função de uma qualquer lei não é reconhecer factos consumados ou regular situações já existentes, ela vigora para o futuro e abre (ou não) as portas a novas situações. Aqui, tr…

Políticas Públicas da Família nos USA

A Fundação AJB - A Junção do Bem vai, no âmbito da sua intervenção pública de promoção da Família, organizar, no próximo dia 31 de Maio pelas 13h, no Círculo Eça de Queiroz, em Lisboa, um almoço/debate que contará com uma apresentação do Prof. Peter Colosi subordinada ao tema "Políticas Públicas da Família nos USA".
O Prof. Peter Colosi lecciona no St. Charles Borromeo Seminary e, sendo um reputado especialista na matéria, detém vasta obra publicada sobre " Teologia do Corpo" e sobre a Família.
Tendo presente o imperativo, cada vez mais urgente, de promover a Família e reconhecida que é a competência do orador convidado, gostaria a Fundação AJB de poder contar com a sua presença e, neste sentido, vem-lhe formular um convite para participar neste almoço/debate.
Agradecendo a confirmação da sua presença, apresentamos os nossos melhores cumprimentos.

        José Veiga de Macedo                                           José Dias Miranda
          O Vice-Presidente        …

Quem é Ana Avoila?

Henrique Monteiro Expresso, Quarta feira, 29 de maio de 2013
Há anos que ouço falar em Ana Avoila e ontem, num momento que tive, decidi pesquisar quem era e o que fazia. Primeira surpresa: os nomes dos sindicalistas não têm biografias na Internet, ao contrário dos nomes de quase toda a gente que aparece na televisão. Retiro pelo contexto, pelo facto de ser coordenadora da Frente Comum dos sindicatos da Administração Pública que é funcionária pública. Mas faz (ou fez) o quê? Deserto absoluto. Fosse outro o cargo e não faltaria quem dissesse que esta ausência de currículo era suspeita... mas adiante. Que idade tem? Não se sabe, mas deve ter 59 anos. Porque há uma Ana Avoila, Funcionária Pública e membro da Direção do Setor da Função Pública de Lisboa do PCP, membro do secretariado Permanente da Direção do Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública do Sul e Açores, Coordenadora da Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública que foi candidata pelo Partido Comunista às Europ…

29 de Maio - S. Fernando

Imagem
S. Fernando, rei de Leão e Castela (Fernando III), +1252 Miniatura iluminada, representando
Fernando III de leão e castela (Índice de los Privilegios reales) séc. XIII, Catedral de Santiago de Compostela

Fernando nasceu na vila de Valparaíso, em Zamora, Espanha, no dia 1o de agosto de 1198. Era filho do famoso Afonso IX de Leão, que reinou no século XII. Um rei que brilhou pelo poder, mas cujo filho o suplantou pela glória e pela fé. A mãe era Barenguela de Castela, que o educou dentro dos preceitos cristãos de amor incondicional a Deus e obediência total aos mandamentos da Igreja. Assim ele cresceu, respeitando o ser humano e preparando-se para defender sua terra e seu Deus. Assumiu com dezoito anos o trono de Castela, quando já pertencia à Ordem Terceira Franciscana. Casou-se com Beatriz da Suábia, filha do rei da Alemanha, uma das princesas mais virtuosas de sua época, em 1219. Viúvo, em 1235, contraiu segundo matrimónio com Maria de Ponthieu, bisneta do rei Luís VIII, da França. …

Roma demite padre católico maçon

Imagem
Ordem de Cavalaria do Santo Sepulcro de Jerusalém Lugar-Tenência de Portugal Roma demite Padre católico maçom Por Jean-Marie Guénois - Publié le 24/05/2013 à 20:02 O Pároco de Megève (França), Pascal Vesin, foi demitido das suas funções pastorais pela Santa Sé em razão da sua pertença maçónica. O facto é raro. Roma suspende um Padre católico francês, Pascal Vesin, de 43 anos, pároco de Megève (Haute-Savoie), pela sua "pertença activa" a uma loja maçónica do Grande Oriente deFrança. O anúncio foi feito sexta-feira através de um comunicado da Diocese de Annecy, cujo Bispo é D. Yves Boivineau. O caso remonta a uma carta anónima que denunciou esta situação, recebida em 2010 pelo Bispo e pela Nunciatura Apostólica de Paris. Interrogado, o Padre em questão inicialmente negou totalmente, mas, confrontado em 2011, foi-lhe expressamente pedido que deixasse o seu envolvimento maçónico. Acabou por rejeitar esse pedido, depois de um longo diálogo com o seu Bispo.  Este sacerdote, ordenado em 1…

A importância de ler bons livros

Pe. Rodrigo Lynce de Faria Alguém me disse, recentemente, que «a maioria das pessoas prefere ver um programa de televisão qualquer ― mesmo que seja profundamente idiota. Navegar na net sem rumo ― por simples curiosidade e para "encher" o tempo. Ouvir música estimulante ― meio "ideal" para descontrair e recuperar a auto-estima. Preferem tudo isto a abrir um livro com calma e em silêncio». Penso que esta afirmação não é nada exagerada. Observemos a realidade que nos rodeia: quantas pessoas ligam a televisão, a net, a música com a misteriosa finalidade de "desligar" a cabeça! Quanta gente consome doentiamente imagens, ruídos e sensações várias ― quanto mais evasivas melhor! Porque é que isto acontece? Talvez porque, objectivamente, essa atitude requer menos esforço do que tentar decifrar as ideias de um texto escrito. A cultura escrita genuína ― deixo de lado os romances cor-de-rosa e o jornalismo tabloide ― parece que nunca será um fenómeno de massas. É uma cul…

Família II

Ainda ontem falava sobre a nossa família, a família dos nossos netos e dos nossos filhos, os pais dos nossos netos. Quando chego a casa, vejo o debate no Prós e Contras sobre a co-adopção pelo parceiro do mesmo sexo. Um amigo enviou-me este conto sobre a sua família. Hoje descubro este texto sobre a família que o seu autor, D. Nuno Brás, considera ter um tom apocalíptico. Termina, perguntando "e nós, cristãos, que fazemos? Recordando a oração de ontem, antes de o nosso neto apagar as velas, dou-me conta da enorme graça recebida. A fonte da Esperança é a graça recebida! "Para esperar, ó minha filha, é preciso ser bem feliz, é preciso ter obtido, recebido uma grande graça" Charles Péguy

A Princesa e o Campeão

Duarte Castro
Maio 2013

A Martinha é a princesa do pai. Sabe-o e di-lo várias vezes. Às vezes inclui essa frase em músicas que aprende na escola. A melodia do "Joana come a papa" fica muito melhor com "a Martinha é a princesa do pai…". Basta trautear que se vê logo; e metricamente encaixa! Lindo! E é assim... por minha culpa - porque a mimo, e para meu consolo, é muito agarrada ao pai. Magoa-se, PAI! Tem um pesadelo, PAI! A mãe zanga-se, PAI! O pai zanga-se… PAI!

O Zé Maria é o campeão do pai. Mas não só não faz ideia disso, como quando eu o digo, não lhe interessa especialmente. Mas ri-se; é um simpático! Ri-se comigo e ri-se com quase tudo e com quase todos. Gosta muito de mim. Mas há um sorriso exclusivo… já lá vamos.

Quanto à Martinha, é tudo verdade: muito ligada ao pai, doida com(o) o pai. Pai… pai… pai.
Mas eu que não me iluda. Entre outras coisas, quando toca a tomar banho, vestir, pentear, pôr perfume: "Quero a mãe!" Às vezes tenho de ser eu. E faço-o…

Edmund Burke revisitado em Londres e Lisboa

João Carlos Espada Público, 27/05/2013
Dois livros sobre Edmund Burke saíram quase em simultâneo, há menos de um mês, um em Londres, o outro em Lisboa. O de Londres - Edmund Burke: Philosopher, Politician, Prophet, por Jesse Norman (William Collins) - teve recensões imediatas por Boris Johnson (mayor de Londres), Charles Moore (biógrafo de Thatcher) e Mathew D"Ancona (ex-director da Spectator). O de Lisboa - A Filosofia Política de Edmund Burke, por Ivone Moreira (Aster) - foi apresentado na FNAC-Colombo por António Braz Teixeira e João Pereira Coutinho. A coincidência merece uma reflexão, a mais do que um título. No continente europeu, Edmund Burke é um autor quase desconhecido. Quando é conhecido, é em regra menosprezado ou mal entendido. No mundo de língua inglesa, em contrapartida, constitui uma referência central para conservadores, liberais e trabalhistas. Sobre esta dissonância cognitiva, gerada misteriosamente na travessia do Canal da Mancha, podia ser escrito um tratado…

Ganhou o azeite

Miguel Esteves Cardoso Público, 27/05/2013
Bastaram dois ou três artigos nos jornais ingleses para a União Europeia deixar de proibir os galheteiros de azeite e vinagre. Na sexta-feira à tardinha, no PÚBLICO.pt, Andrea Cunha Freitas contava a triste história. Portugal, com aquela ganância eterna de melhor aluno, adoptou a lei logo em 2006, porque dava dinheiro às empresas mais azeiteiras, que ganham mais dinheiro em vender garrafinhas de azeite invioláveis (pois sim). Foi o veto dos países nórdicos - esses grandes especialistas do azeite - que acabou com a estúpida lei. Quando fui estudar para a Inglaterra, em 1976, o azeite ainda se comprava em farmácias em doses de um decilitro, "só para uso externo".
Para fazer açorda à alentejana em Manchester usava o óleo de oliveira indicado para amolecer a cera nos ouvidos. Escusado será dizer que o sabor era afectado.
Aqui em casa compramos o azeite em garrafões, e quem percebe o azeite faz questão de usar garrafões de vidro escuro (…

A crise e a sustentabilidade

Henrique Pereira dos Santos Público, 27/05/2013 Nem sempre consumir menos e mais racionalmente é sinónimo de perda.

Vale a pena ler este resumo, produzido pelo Instituto Nacional de Estatística: "Em 2012, a economia portuguesa apresentou uma capacidade de financiamento de 0,4% do PIB (necessidade de financiamento de 5,6% em 2011). Esta evolução deveu-se em larga medida à melhoria do saldo externo de bens e serviços e do saldo dos rendimentos primários.
A taxa de poupança das famílias atingiu 11,6% em 2012 (9,1% em 2011), reflectindo a redução de 3,7% da despesa de consumo superior à diminuição do rendimento disponível das famílias (variação de -0,9% em 2012). A capacidade de financiamento das famílias aumentou para 6,4% do PIB (superior em 2,3% do PIB comparativamente com 2011), devido sobretudo ao aumento da poupança corrente e à redução do investimento. (...) A necessidade de financiamento das administrações públicas aumentou, passando de 4,4% do PIB em 2011 para 6,4%, o que ref…

Mensagem de despedida de D. Manuel Clemente aos diocesanos do Porto

Caríssimos diocesanos do Porto
Nesta hora, que começa a ser de despedida pela minha nomeação para o Patriarcado de Lisboa, quero agradecer-vos do coração toda a estima e proximidade com que me acompanhastes, desde que o Papa Bento XVI me nomeou para vosso bispo diocesano, a 22 de fevereiro de 2007.
Levarei comigo e em ação de graças as mil e uma expressões da amizade com que me recebestes e ajudastes no exercício do ministério. Nas comunidades cristãs, nas várias associações de fiéis e movimentos, nos institutos religiosos e seculares, bem como nas diversas instituições públicas e civis da grande região portuense, encontrei sempre o mais generoso acolhimento e a vontade firme de servir o bem comum. Em tempos tão exigentes como os que atravessamos, todas essas realidades a que dais corpo e alma são a melhor garantia daquele futuro fraterno, justo e solidário, de que ninguém desistirá decerto.
Quando vos saudei em 2007, disse trazer um só propósito e programa: conhecer, servir e amar a…

Procissão de velas na Cidade da Virgem - 31 de Maio

Família

Hoje o nosso neto mais velho faz 5 anos. Recordo este texto sobre a condição de ser avô que na altura escrevi. Cinco anos depois confirmo os indícios e posso acrescentar que a realidade é mais portentosa que a fantasia. Primeiro porque é preciso distingui-lo dizendo "o neto mais velho". O mano e o Pedro Maria: é assim que os dois mais velhos se tratam: o mano. Criaram uma cumplicidade entre eles que me lembra a fraternidade no sentido que tem no Senhor dos Anéis: companheiros de aventura, sempre implicando um com o outro, mas com uma amizade sólida. Segundo, porque a família, que começava a abrolhar com o nascimento do primeiro filho é hoje uma árvore que dá sombra e frescura a quem dela se abeira. Hoje o dia acordou farrusco, mas tenciono, à tardinha, ir sentar-me á sombra desta árvore.

Verdades incómodas

JOÃO CÉSAR DAS NEVES DN2013-05-27
Existem algumas verdades sobre a crise que muitos tentam esconder. Elas perturbam o mito confortável de que as culpas pertencem a um grupo de malfeitores, quase todos políticos. O melhor é deixar as coisas como estão, pois assim todos podemos considerar-nos vítimas, sem arrependimento ou remorso. Recomenda-se então que não leia o resto deste texto, revelador de factos subversivos. Os reformados estão hoje entre os críticos mais vociferantes. Mas seria bom que notassem que não descontaram o suficiente para as reformas que agora gozam. Basta uma continha simples para perceber que a contribuição de uma pequena parcela do ordenado nunca permitiria vir a receber um montante quase igual a essa remuneração durante um período quase igual ao do desconto. Isto chama-se "crise da segurança social" e é tema de estudos e debates há décadas.
Pode dizer-se que têm direito a receber o que diz a lei, aliás escrita pela geração agora reformada. Mas o que não f…

Um novo Patriarca

Imagem
Voz da Verdade, 2013.05.26 D. Nuno Brás Como é já sabido, no passado Sábado o Santo Padre Francisco nomeou um novo Patriarca de Lisboa, o Senhor D. Manuel Clemente. O Senhor D. Manuel é conhecido de todos. Nasceu na nossa diocese; foi seu ilustre sacerdote; e, durante vários anos, foi seu bispo auxiliar: não é, pois, aqui, o lugar para lhe expressar o sentimento de boas vindas (que, estou certo, é universal), como se fosse um desconhecido; ou mesmo para lhe confirmar a certeza de uma fiel e sincera colaboração, como se isso não fosse um dado prévio a tudo o mais, garantido pela própria amizade pessoal. Nem, tão-pouco, é o lugar para assegurar ao Senhor D. José Policarpo a continuação dos sentimentos filiais que, ao longo de todos estes anos, marcaram na minha relação com ele, enquanto seminarista, sacerdote e, finalmente, como seu bispo auxiliar, e que tenho a honra e a certeza de partilhar com os cristãos do Patriarcado. Tudo isso é dado por descontado e seguro. Creio que é, antes, o mom…