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A mostrar mensagens de 2014

Bom Ano de 2015

Balanço de 2014

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Que farei com este tempo?

Vinte e seis missionários da Igreja Católica assassinados em 2014

RR online 2014.12.30


Este ano, 17 padres, um religioso, seis religiosas, um seminarista e um leigo foram mortos no decurso do seu trabalho missionário. 30-12-2014 19:26 por Ana Lisboa

Durante o ano de 2014 pelo menos 26 agentes pastorais da Igreja Católica foram mortos, segundo a Fides, agência noticiosa do Vaticano. O número é superior ao de 2013, com 23 mortes, e ao de 2012, com 13 assassinatos.

Pelo sexto ano consecutivo, a América Latina é o continente onde se registaram mais crimes. Segue-se África que registou sete mortes, a Ásia e a Oceânia com duas mortes cada e um na Europa.

A maioria das mortes aconteceu após violentas "tentativas de assaltos".

A Fides manifesta ainda a sua preocupação com a situação de "muitos outros operadores pastorais sequestrados ou desaparecidos", como três sacerdotes raptados na República Democrática do Congo, em Outubro de 2012, ou o jesuíta italiano Paolo Dall'Oglio, na Síria (2013), e o padre Alexis Prem Kumar, rapt…

Tempo

Ano Novo, Vida Nova?

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O fulano e o cidadão

 Público  30/12/2014 - 02:57
São já três os problemas substanciais levantados a propósito da prisão preventiva de Sócrates que não me agradam nem um bocadinho. Quem tem razão é o grande Mário de Carvalho: o género humano continua a ser demasiadas vezes confundido com o Manuel Germano. E vice-versa. A pátria é um verdadeiro Beco das Sardinheiras – muito pouco dada à reflexão sobre os princípios e muitíssimo dada à fulanização das questões. A recente discussão acerca dos direitos de José Sócrates enquanto preso preventivo é um excelente exemplo disso mesmo, e é precisamente pelo facto de toda a gente saber aquilo que eu penso dele enquanto fulano que se torna tão importante vir agora defender aqui os seus direitos enquanto cidadão. Os amigos de José Sócrates não lhe têm facilitado a vida: há uma espécie de guarda pretoriana do regime, de Mário Soares a Almeida Santos, que está tão convencida da superioridade democrática socialista que acaba a dizer as maiores barbarida…

Papa Francisco: grande mentira fazer crer que existem vidas indignas de ser vividas

Cidade do Vaticano (RV) - É uma grande mentira fazer crer que certas vidas não são dignas de ser vividas: é o que escreve o Santo Padre na Mensagem para o Dia Mundial do Enfermo, a ser celebrado em 11 de fevereiro de 2015 com o tema "Sapientia cordis". "Eu era os olhos do cego e servia de pés para o coxo", extraído do Livro de Jó (29, 15).

"O tempo gasto junto do doente é um tempo santo. É louvor a Deus" – afirma o Papa Francisco –, "que nos configura à imagem do seu Filho", que "não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida para resgatar a multidão" (Mt 20,28).
Abordando o tema em questão na perspectiva da sabedoria do coração, Francisco fala do "valor do acompanhamento", muitas vezes silencioso, que nos leva a dedicar tempo aos enfermos que, "graças à nossa proximidade e ao nosso afeto, se sentem mais amados e confortados". Ao invés – exclama o Pontífice – "que grande mentira se esconde por trás de cer…

Crónica de Natal (4): 1975, o ano de todos os retornados

30/12/2014 20 anos depois, na sua casa da Rodrigo da Fonseca, o velho africano de Sumbe pede: "não me falem de Angola, não quero saber"; e contudo, durante anos, frequentou a tertúlia dos angolanos ao Rossio. 
A conversa passa-se na varanda de uma vivenda algures na província do Quanza-Sul, numa cidade hoje chamada Sumbe (então Novo Redondo). Diz o militar recém-chegado da metrópole ao cunhado: "tira daqui o teu dinheiro, vende a casa, isto vai rebentar". Responde o outro: "esta é a terra onde nasci meu caro, os meus filhos são do planalto, os netos crescerão angolanos e os meus ossos cá apodrecerão – só morto saio da minha terra". No ano de 1975 ocorreu uma das maiores e mais rápidas transumâncias humanas de que há memória: mais de meio milhão de pessoas deixaram casas e haveres e voltaram a uma terra de que boa parte delas não partira. O êxodo foi também um dos que se fez a maior distância, dos fundos de África à Ocidental praia lu…

Pode a democracia eleger o mesmo homem durante 40 anos?

RR 29-12-2014 16:48 por Raquel Abecasis

Na democracia portuguesa a longevidade de Alberto João Jardim é caso único, mas ele não é o único a querer desafiar todas as regras de longevidade. Pode, mas não deve. A prova disso é a Madeira. Alberto João Jardim foi eleito ao longo de 40 anos para líder do PSD regional e ao longo de 37 para presidente do Governo Regional. E no final o que fica? Sobretudo cansaço, muitas críticas por alegado desvirtuamento das regras democráticas e uma ilha, que, apesar do desenvolvimento histórico a que assistiu no tempo da democracia – passou de ilha pobre e triste para uma das regiões mais desenvolvidas do país e um dos maiores pólos de atracção turística -, olha para si própria com complexos, vergonha e medo de falar. 2015 ainda não começou, mas já é um ano histórico para o arquipélago da Madeira. Quarenta anos depois, a democracia consegue eleger um novo líder. Seja ele quem for, o passo adulto da democracia madeirense é já uma certeza: Alberto João J…

Alguém disse liberalismo?

observador 29/12/2014 Em Portugal chama-se "liberalismo" à necessidade de ter crédito ou de usar os mercados para o crescimento económico, como se só aos "liberais" ocorressem tais opções. Não é debate, é chicana política
A conversão do deputado Carlos Abreu Amorim tem justificado algumas lições sobre o liberalismo e a sua oportunidade. Como acontece com todos os outros "ismos", o liberalismo — no singular — só existe em teoria. Na história, nunca houve um liberalismo, mas vários "liberalismos", como Oliveira Martins notou no "Portugal Contemporâneo", que continua a ser o grande livro sobre a experiência liberal portuguesa do século XIX. Foram liberais o duque de Palmela, Passos Manuel, Costa Cabral, Fontes Pereira de Melo, e basta este rol de nomes para sugerir a diversidade do "liberalismo" histórico, porque é evidente que o "progressista" Passos Manuel e o "conservador" Costa Cabral não foram li…

Deixem o Capitão Haddock beber

29/12/2014 A obsessão pela tolerância (sob a máscara do politicamente correcto) tornou, em muitos aspectos, a nossa sociedade mais intolerante. O Capitão Haddock que o diga.
Tem qualquer coisa de hipócrita esta nossa obsessão em limar os defeitos de heróis da nossa juventude, ou aperfeiçoar as suas histórias e aventuras, para que tudo esteja adequado ao consumo dos tempos modernos. Lembrei-me disso neste Natal, quando uma das crianças da família recebeu um livro de aventuras d'Os Smurfs ("O Ataque da Mosca Bzz"). É que, nessa aventura, cada Smurf picado pela tal mosca transforma-se num Smurf mau e vê a sua cor alterar-se de azul (cor natural dos Smurfs) para roxo (cor dos Smurfs maus). Ora, quando eu li essa história, os Smurfs maus eram negros-carvão. Mas, entretanto, alguém terá visto aí um inaceitável incentivo ao racismo. Basta uma breve pesquisa pela internet para constatar que, ao longo dos anos, têm sido dezenas as alterações às histórias de b…

Alegria