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A mostrar mensagens de Junho, 2014

ONU aprovou histórica resolução a favor da proteção da família

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GENEBRA, 30 Jun. 14 / 09:52 am (ACI/EWTN Noticias).- O Conselho de Direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), em seu 26° período de sessões, aprovou a resolução de "Proteção à Família", que reconhece a família como o núcleo "natural e fundamental da sociedade, e tem direito a proteção por parte da sociedade e o Estado", o que representou uma verdadeira derrota do lobby gay. Na resolução, aprovada por 26 votos contra 14 neste 25 de junho, com seis abstenções, o Conselho de Direitos humanos da ONU reconhece também "que a família tem a responsabilidade primária de nutrir e proteger as crianças da mesma forma em que as crianças, para o desenvolvimento completo e harmonioso de sua personalidade, devem crescer em um ambiente familiar e em uma atmosfera de felicidade, amor e entendimento". Em declarações a ACI Imprensa, o Dr. Carlos Beltramo, do Instituto Cultura e Sociedade (ICS) da Universidade da Navarra, assinalou que a resolução do organismo d…

À procura de um político que não prometa milagres

José Manuel Fernandes | Observador | 30/6/2014, 16:43 Todos os políticos nos prometem crescimento - crescimento para não haver cortes, crescimento para pagar as dívidas. E se o tempo do crescimento económico sustentado tiver acabado? Os economistas andam um bocado desorientados. Não falo dos economistas portugueses, mas dos que, à escala global, andam há anos a tentar dar resposta a um novo mistério: porque é que as economias desenvolvidas perderam a capacidade de gerar crescimento? Pois é. O problema da falta de crescimento não é só de quem nos tem governado. Bem sei que Portugal tem um dos piores registos desde a viragem do século – em toda a Europa desde o ano 2000 só a Itália cresceu menos do que nós –, mas a verdade é que a persistência de ausência de crescimento é um problema de quase todas as economias desenvolvidas. Entre 2000 e 2013 – período que inclui a euforia pré-crise, os anos de recessão e a lenta recuperação que hoje vivemos – o crescimento médio nos países mais ricos …

Amar o próximo ou a humanidade?

A esquerda e a Igreja

JOÃO CÉSAR DAS NEVES DN 2014.06.30
A Igreja Católica e a esquerda são duas das linhas doutrinais mais importantes da actualidade. Por isso a relação entre elas é um tema muito relevante. Até porque, apesar de origens e percursos muito diferentes, ambas encontram-se muitas vezes do mesmo lado das barricadas sociais. No entanto, no campo concreto, existe uma diferença radical, mas muito esquecida: a Igreja trata dos pobres, enquanto a esquerda fala dos ricos. O catolicismo existe há dois mil anos, pelo que comparativamente as doutrinas revolucionárias são recém-chegadas. Apesar disso conseguiram uma solidez, profundidade e preponderância que falta à generalidade das outras ideologias e orientações, com excepção da Igreja. As doutrinas de direita, por exemplo, são muito mais indefinidas. Aliás, em boa medida, direita é aquilo que a esquerda diz sê-lo. Além disso, a relação entre esquerda e Igreja tem a particularidade curiosa de ter passado por uma evolução tão marcada e paradoxal que, só…

Europa, terra de tribos

Helena Matos | Observador | 29/6/2014, 5:57 Fazer da construção europeia a caminhada para um admirável mundo novo, onde os símbolos e as funções dos pretéritos estados perdem relevância, enfraquecendo-os, fará da Europa um território de tribos Em Espanha, o novo rei terminou o seu discurso de investidura saudando em castelhano, basco, catalão e galego. O gesto não foi suficiente para que os líderes dos governos basco e catalão, Iñigo Urkullu e Artur Mas, presentes na cerimónia, aplaudissem o novo monarca: os seus braços imóveis impressionavam tanto ou ainda mais que a longa ovação prestada a Felipe VI pelos outros governantes, deputados e dirigentes que assistiam à cerimónia. Artur Mas prepara um referendo independentista na Catalunha e Urkullu faz contas aos resultados que uma tal iniciativa poderia ter no País Basco e também às reservas de gás de xisto aí existentes e que, a serem exploradas, farão do rico País Basco ainda mais rico, o que quer dizer mais nacionalista pois em Espanha…

À revelia

VASCO PULIDO VALENTE Público, 29/06/2014 - 00:54 Depois da derrota de Sócrates, nunca mais no PS se falou do que o partido e o seu primeiro-ministro tinham feito com a sua maioria absoluta. Não se falou da "obra", nem do "programa" (admitindo que existia um), nem dos métodos do "animal selvagem", que várias vezes roçaram o intolerável. O governo de Sócrates desapareceu do universo mental dos socialistas. Ninguém o criticou, quando ele era todo-poderoso, ninguém abriu a boca a seguir para lhe encontrar o menor defeito. Parece que Sócrates mostrara uma grande vontade "reformadora" e que a crise financeira fora exclusivamente provocada pela crise internacional. No homem, ele próprio, não se podia tocar, tanto mais que ele com a sua conhecida modéstia se recolhera a Paris para escrever uma tese sobre, calculem, filosofia política. O pretexto para esta extraordinária abstenção estava como sempre na necessidade de garantir a unidade do partido e de lh…

Factos e Números sobre o Aborto FPV 2014

E vós, quem dizeis que Eu sou?

Francisco Fernando e Sofia

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Estado Sentido| Nuno Castelo-Branco, em 28.06.14
O arquiduque Francisco Fernando era uma personalidade pouco estimada numa Viena muito ciosa do status quo instaurado pelo Compromisso austro-húngaro de 1867. Detestado pelos mais acérrimos nacionalistas austro-alemães e húngaros, o indigitado sucessor do Kaiser Francisco José I representava a inevitabilidade de profundas modificações na estrutura do grande império da Europa central. Julgava imperioso conceder um estatuto paritário aos eslavos da dupla Monarquia e mesmo na sua vida pessoal, desafiara abertamente as regras dinásticas, casando-se com Sofia Chotek, uma aristocrata checa.
A visita a Sarajevo consistia num daqueles rotineiros acontecimentos que marcavam o exercício da soberania. Bem ao contrário daquilo que os mais eslavófilos querem fazer crer, aquele mortal inimigo  que não desejavam ver no trono da Áustria-Húngria, consistia num não menos mortal perigo para as ambições expansionistas dos radicais nacionalistas sérvios que …

Livro da Semana: Padre Américo, Páginas Escolhidas e Documentário Fotográfico

Rui Pedro Vasconcelosimissio.net
É impossível ter crescido no Porto (como foi o meu caso) e nunca ter ouvido falar da personalidade de Américo Monteiro de Aguiar, mais conhecido como Padre Américo. Nascido em 1887 em Penafiel, natural de uma família na altura com algumas possibilidades económicas, frequentou o liceu e trabalhou entre 1906 e 1923 em Moçambique. Regressando a Portugal, ingressou no seminário de Coimbra, após uma passagem pelos Franciscanos, e após ter visto o seu pedido de admissão recusado pelo bispo do Porto. Após a ordenação, foi professor no seminário de Coimbra, até lhe ter sido confiada, em 1932, a direcção da obra Sopa dos Pobres. A partir daí, iniciou uma vida intensa de acção social, essencialmente junto das crianças de rua, que lhe chamavam "Pai Américo". Fundou a Casa do Gaiato, as Casas do Património dos Pobres, entre outras obras. Pelo meio, foi publicando algumas obras, dedicadas essencialmente a expor o projecto educativo da Casa do Gaiato, consid…

Depois de chorar

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José Luís Nunes Martins | ionline 2014.06.28 Não é a tristeza que nos faz chorar, mas o amor que enfrenta os vazios. As angústias e desesperos são expressões de falta.    As lágrimas que de nós brotam e caem longe do olhar dos outros são as que mais força trazem em si, as que fazem concreto e objetivo o sentir mais íntimo. Por vezes, o coração cai nas armadilhas das tristezas antigas... outras, sentimos os espinhos das novas adversidades cravarem-se-nos na carne. Há sempre tristezas, há sempre sofrimento, haverá sempre dor enquanto houver amor. As lágrimas não choradas não deixam de ser amargas, mas essas, ao contrário das que nascem, corroem o interior de quem com elas não chega a regar a terra que lhe segura os pés. A vida faz-se também com as nossas lágrimas e vence-se, muitas vezes, de olhos carregados de mar. O esforço que nos é exigido chega quase a ser impossível sem lágrimas. Chorar não é sinal de derrota, antes sim de um amor que busca a paz merecida. O sentido da vida cabe …

A educação de café

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Inês Teotónio Pereira ionline 2014.06.28 Das cinco experiências educativas que tenho em casa não consigo tirar um método único ideal para todos Um dos maiores erros que se comete quando se fala de educação é opinar também sobre pedagogia. A pedagogia, a par do futebol, é um dos temas mais apetecíveis nas conversas de café. Todos têm uma palavra a dizer sobre metas curriculares, dificuldade dos exames, métodos de aprendizagem de leitura, desenvolvimento do pensamento abstracto, exercício de memória, etc. Não interessa a formação que se tem, interessa a sensação que se tem sobre cada um destes temas. A educação, assim como o futebol, está repleta de treinadores de bancada especialistas em pedagogia. Ao contrário do que acontece, por exemplo, no sector da saúde, em que os treinadores de bancada apenas discutem a organização, o tempo de espera nas urgências e as taxas moderadoras, e não as diferentes técnicas de execução de uma cirurgia de peito aberto, na educação as opiniões sobre as técn…

Os novos Cristãos novos

Pe. Gonçalo Portocarrero de Almada, ionline, 2014.06.28Em França, está a surgir uma nova geração europeia de novos cristãos, mais coerentes e mais interventivos Não, não se trata de judeus convertidos à fé cristã, mas de um velho catolicismo novo, que está a surgir em França. Quem o afirma no Figaro Magazine é Jean-Marie Guénois, um prestigiado vaticanista. Há uma nova juventude católica que se afirma pela sua fé e pela sua actuação social e politicamente comprometida. Não têm complexos de inferioridade e, por isso, não se disfarçam de revolucionários, nem vestem t-shirts com a cara estampada do Che Guevara. Não advogam uma mudança da Igreja, mas da sociedade. Não criticam o Papa, nem o magistério da Igreja, mas saem à rua para fazerem frente aos que querem equiparar ao casamento natural as uniões de pessoas do mesmo sexo. Sem necessidade de nenhuma filiação partidária, estão dispostos a lutar pela vida e pela família. Basta-lhes a consciência cristã dos seus direitos e deveres políti…

O último dia da humanidade

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I GUERRA MUNDIAL Rui Ramos | Observador | 28/6/2014, 13:16 A democracia e a ciência conjugaram-se para tornar a I Guerra Mundial no que ela foi: um horror incontrolável, que durou até ao colapso total de um dos combatentes e teve os efeitos que todos temiam Há cem anos, um jovem deu dois tiros num casal de visita a Sarajevo. E um mês depois começava a I Guerra Mundial, no fim da qual, segundo nos têm ensinado, tinha acabado um mundo e começado outro. A relação entre os dois tiros e uma ruptura histórica tão grande atormenta-nos desde então. Dizer que as vítimas eram o herdeiro do império austro-húngaro e a sua mulher, e que o assassino era um dos militantes dos nacionalismos balcânicos, não chega. Estão as civilizações penduradas de tais acasos? Não será preferível encarar o atentado de 28 de Junho de 1914 como o simples pretexto para conflitos inevitáveis e agressões planeadas? Os contemporâneos da I Guerra Mundial preferiram discutir culpas – da conspiração alemã à negligência ingles…