Viva o velho e venha o novo

Público, MIGUEL ESTEVES CARDOSO 26/06/2014 - 20:43
  • Primeiro perdemos. Depois empatámos. E agora ganhámos. Estávamos no bom caminho e vieram com o raio das regras arcaicas e corruptas da FIFA para impedir a continuação de Portugal no Mundial. Não há direito!
Tivemos o mesmo número de pontos do que os Estados Unidos mas, ao contrário dos EUA, que foram piorando com cada jogo, Portugal foi melhorando. Quem é que merecia mais passar aos oitavos-de-final? Parece-me que é injusto premiar quem foi piorando e mandar embora quem tanto melhorou.
Lá para o fim do jogo contra o Gana, Portugal tinha finalmente arranjado o balanço para fazer um belo Mundial. No fundo, o que nos lixou foi só um pequeno atraso na sincronização conjuntural, como diziam nos anos 70.
Foi só por causa daquela maldita cabazada da Alemanha que fomos imoralmente eliminados. À Alemanha pedia-se apenas que ganhasse por 3-0 aos EUA: coisa que poderia ter feito, se tivess jogado com metade do gás com que jogou contra Portugal.
A certa altura, quando o Gana e Portugal estavam empatados e já não havia tempo para Portugal marcar os golos todos de que precisava, eu já estava a torcer pelos valentes ganenses. Se tivessem ganho por 2-1 já os EUA não seriam apurados.
Estão de parabéns os jogadores da selecção portuguesa que deram tudo o que tinham, a começar pelo grande Cristiano Ronaldo, que nos levou ao Brasil.
Não só poderia ter sido muito pior - veja-se a Inglaterra - como até poderíamos ter sido apurados com um bocadinho mais de sorte. Mas pronto, está bem, ficamos assim, continuamos amigos, a malta depois combina qualquer coisa.
Passarei a torcer incondicionalmente pela selecção brasileira e espero que os jogadores e técnicos portugueses gozem um merecido descanso, seguindo o belo exemplo de Carles Puyol, fotografado, felicíssimo, numa praia espanhola a beber uma boa cerveja mexicana pelo gargalo.
O Velho Mundo que se lixe (mais a Alemanha também): venha o Novo que foi para isso que o descobrimos. Força, Brasil!
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