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A mostrar mensagens de 2017

Um breve texto moralista a pretexto de uma rábula do Bruno Nogueira

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TIAGO CAVACO   http://vozdodeserto.tumblr.com/    12.12.2017

Estou a escrever este texto porque, depois de ter lido um do meu amigo Filipe Avillez, fui ouvir uma rábula radiofónica do Bruno Nogueira, que passou esta passada Sexta-Feira, 8 de Dezembro. Nesses poucos mais de três minutos de rádio, o Bruno Nogueira fazia humor a partir da Imaculada Conceição de Maria, que nos dá o feriado (caindo num erro de confundir a Imaculada Conceição de Maria com o nascimento virginal de Cristo, como o Filipe Avillez explica).
Quero começar por fazer três qualificações prévias:
1. Sou um cristão reformado (ou protestante, ou evangélico, escolham o que preferirem). Não acredito na Imaculada Conceição de Maria (o que não deve ser confundido com o nascimento virginal de Cristo, no qual creio - é uma doutrina fundamental da ortodoxia cristã). Tentando ser respeitoso com os meus companheiros católicos romanos, quero, ainda assim, afirmar claramente que tenho esse dogma como uma invenção. Se o tivesse co…

Estou chateado com o Bruno Nogueira

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FILIPE D'AVILLEZ   WWW.ACTUALIDADERELIGIOSA.BLOGSPOT.PT 11.12.2017
Ao longo dos últimos dias recebi várias mensagens de católicos a alertar-me para uma rubrica do Bruno Nogueira em que ele ofende Nossa Senhora de forma vil e baixa.
Normalmente ignoro esses apelos. Os católicos têm de perceber que os humoristas ganham dinheiro a fazer humor e que a forma mais simples e básica de fazer humor é à custa de outros. De vez em quando os católicos vão estar na mira dos humoristas, é a vida. Por vezes conseguiremos rir-nos de nós próprios, outras vezes ficaremos chocados com o que ouvimos e serão apenas os outros a rir, mas seja como for as campanhas organizadas de revolta, que têm sempre o efeito de aumentar as audiências e os cliques da dita ofensa, acabam por ser contraproducentes e passam uma imagem dos cristãos como gente histérica e sem sentido de humor.
Mas desta vez fui ouvir e confesso que fiquei chocado e chateado.
Não foi com as piadas… Só quem conseguiu viver até agora passando …

O pai, a mãe e o professor

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POVO 11.12.2017


"Para que um país se torne livre de corrupção e uma nação de belas mentes, acredito que existem três membros-chave da sociedade que podem fazer a diferença. O pai, a mãe e o professor."
Abdul Kalam 11º presidente da Índia (2002-2007)

Em plena season dos donativos e da boa vontade, eis que chega o escândalo da Raríssimas.
Particularmente próxima à causa em questão como mãe de uma criança com doença rara, recebi primeiro a notícia este fim-de-semana numa partilha de mães que a mim se unem pela mesma razão. Ao tentar ver a reportagem entro no site da TVI que me recebe com um grande anúncio do seu Reality Show de sucesso, uma outra fábrica de escândalos que compramos todos os dias... muito dinheiro que poderia ter outro uso, outra gestão e que pouparia o prejuízo de melhores causas.
São, assim, oportunas estas sugestões de Natal sobre a indispensável associação entre a liberdade e o sentido de dever.  Não só para dirigentes e gestores de dinheiros públicos e da comu…

Sugestão de Natal: Oferecer a Escola

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Descobri muito recentemente que na creche (IPSS) que a nossa filha Leonor frequenta, há famílias que passam fome e que não pagam as propinas. 
Com toda a descrição que eu hoje excepcionalmente quebrarei, a Escola no Chiado do Centro Social Paroquial Nossa Senhora da Encarnação, recebe estes alunos e as suas famílias com um currículo de colégio privado, com aulas precoces de inglês, educação artística e musical e prepara caixas com os restos do almoço para que as famílias possam levar para a hora do jantar. Porquê? Porque estão certas de que uma bela mente é gerada por um pai, uma mãe e um professor.
Esta IPSS não faz campanhas em Centros Comerciais e não tem brindes para oferecer, está demasiado ocupada a educar estas crianças, a ajudar estas famílias e a fazer as contas para cada mês, mas precisa muito da nossa ajuda para sustentar as bolsas destes estudantes.
Este Natal, fica aqui a sugestão de oferecer a escola com o montante que entender, sabendo que a bolsa anual de uma criança …

Vendilhões do Apocalipse

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RUI TAVARES      11.12.2017       PÚBLICO



Do alto desta coluna vos profetizo: estamos a aproximar-nos de um novo Grande Terramoto de Lisboa. Como demonstração, uma evidência: estamos a aproximar-nos de um novo Grande Terramoto de Lisboa desde que ocorreu o último, em 1755.
É impossível falhar nesta profecia, mais cedo ou mais tarde. Mas, precisamente: estamos a falar de mais tarde ou mais cedo? Estou a profetizar para daqui a cinco anos ou para daqui a quinhentos anos? Dizer que vem aí um novo Grande Terramoto chama a atenção mas não dá informação.
Nada compensa tanto no debate público como mercadejar em profecias pessimistas. O vendilhão de catástrofes na praça pública tem sempre garantida a atenção geral, mas quando a profecia não ocorre está toda a gente demasiado aliviada para reparar no erro. E quando finalmente ocorre outra crise qualquer, como fatalmente sucederá, o profetizador de desgraças poderá então, de qualquer forma, vir reclamar os seus créditos pela clarividência revel…

Deseducar adolescentes

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INÊS TEORÓNIO PEREIRA    DN   09.12.2017


Ninguém é competente para educar adolescentes. Ninguém. Qualquer mãe ou pai de adolescentes não sabe o que faz, como se faz e onde vai acabar a borrada que se faz. Um adolescente é o exame de Matemática dos pais. Está cheio de equações indecifráveis, de matéria que não se estudou e só consegue passar quem tem experiencia, quem praticou. O que exclui à partida a esmagadora maioria dos pais. Há uma coisa que os pais de adolescentes têm que mais pai nenhum tem na mesma medida: a culpa. Nós assumimos com rigor a culpa por o nosso adolescente ser inseguro, ríspido e estar em silêncio horas a fio. Que cada borbulha, cada fragilidade, cada falta de autoestima é resultado de anos e anos de incompetência nossa. Nós sabemos melhor do que ninguém que fazemos imensa borrada: que damos mimos a mais e a menos, importância a mais e a menos, berramos de mais e de menos, que mudamos de estratégia com a mesma frequência com que mudamos de canal, que os tratamos …

Raríssimas

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FERREIRA FERNANDES                  DN                 11.12.2017
A Raríssimas, Associação Nacional de Deficiências Mentais e Raras, não podia aguentar-se à custa de um mecenas. Estes são raros em Portugal. Fosse o caso, uma Raríssimas rara porque a viver de dinheiros privados, não faria sentido a recente reportagem da TVI sobre a Raríssimas e a gestão da sua presidente. Cada um faz o que quer da sua caridade. Da sua. Mas a Raríssimas é uma instituição que, embora privada, sobrevive graças a subsídios estatais (665 mil euros em 2016). Porém, nem mesmo essa condição de dependente de donativos oficiais pode proibir à presidente os tiques de soberba que lhe são assinalados na reportagem. A presidente emprega o filho e apresenta-o publicamente como "o herdeiro da parada" (isto é, da Raríssimas); a presidente fazia levantar o pessoal de cada vez que ela passava no corredor; enfim, a presidente é quero, posso e mando... Não gosto, mas não é isso o essencial. Sempre houve grandes di…

Livros para o Natal (I)

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JOÃO CARLOS ESPADA                 11.12.2017                     OBSERVADOR



Três livros sobre a indispensável associação entre liberdade e sentido pessoal de dever.
A minha primeira sugestão de livros para o Natal é Virtude Política: Uma Análise das Qualidades e Talentos dos Governantes, de Pedro Rosa Ferro (Almedina, 2017). Trata-se de um livro importante sobre um tema muito importante: a virtude política. O autor detecta um paradoxo curioso nas nossas contemporâneas democracias liberais. Por um lado, é voz corrente a condenação da falta de virtude política nos detentores de cargos públicos (por vezes designados como ‘elites’). Por outro lado, a praça pública, ou o debate político público, encara com sérias reservas (para dizer o mínimo) qualquer referência ao conceito de virtude — embora lance simultaneamente sobre os políticos a suspeita permanente de não praticarem a virtude. Pedro Rosa Ferro discute este paradoxo com notável abertura e profundidade. Através de uma vigorosa conver…

Hoje: Fátima e a conversão da Rússia na primeira pessoa

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RevelAr-Te - Cinema Católico - 8ª Edição

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RevelAr-Te – Ciclo de Cinema Católico de Almada, organizado pelo Núcleo de Universitários Católicos, terá a sua 8ª edição entre 13 e 17 de Dezembro próximos, no Fórum Municipal Romeu Correia, em Almada. Todas as sessões têm entrada gratuita e iniciam-se sempre às 21h30 com o comentário de um convidado a introduzir o filme que será projectado de seguida. PROGRAMA 4ª feira, 13 de Dezembro
VOU PARA CASA
Realizador: Manoel de Oliveira, 2001
Comentário: Maria do Rosário Lupi Bello, Professora da Universidade Aberta 5ª feira, 14 de Dezembro
CHILDREN OF NAGASAKI

Realizador: Keisuke Kinoshita, 1983
Comentário: Rui Santos, Produtor de Cinema 6ª feira, 15 de Dezembro
DEUS NÃO ESTÁ MORTO
Realizador: Harold Cronk, 2014
Comentário: Maria de Fátima Prudêncio Vizeu Pinheiro, Mestre em Filosofia Moderna e Contemporânea Sábado, 16 de Dezembro
SOPHIE SCHOLL – UMA MULHER CONTRA HITLER
Realizador: Marc Rothemund, 2005
Comentário: Padre Pedro Quintela, Presidente da Associação Vale de Acór Domingo, 17 de Dezembro
DO…

Não dar presentes aos miúdos

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HENRIQUE RAPOSO           RR ONLINE             07.12.2017
Nesse Natal sem caixas e embrulhos, elas aprenderiam algo que é cada vez mais difícil de ensinar: a gratidão.



Claro que nunca terei coragem para a concretizar, mas a verdade é que ando com esta ideia na cabeça há muito: não dar presentes às minhas filhas no Natal seria um grande passo na sua educação. Não estou a falar de uma moratória eterna contra os presentes em todos os Natais; esta intifada anti-consumista seria consumada num único Natal, num determinado ano; nesse Natal sem caixas e embrulhos, elas aprenderiam algo que é cada vez mais difícil de ensinar: a gratidão. Julgo mesmo que estamos a criar uma geração ingrata. Os nossos filhos são ingratos por natureza, porque os presentes pingam ao longo do ano de uma forma natural. Para as minhas filhas, receber presentes é quase um acto da natureza, é tão natural e óbvio como a chuva. Aliás, neste momento, ver a chuva a cair é algo mais raro e maravilhoso do que receber presente…

Dois altares para a Imaculada

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Hoje foram dedicados e benzidos dois altares a Nossa Senhora. Um na Sé Patriarcal de Lisboa e outro na Igreja de S. Pedro de Alcântara. Conhece mais algum? Partilhe com o POVO.


A hora de centeno

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JOSÉ RIBEIRO E CASTRO                  AVENIDA-LIBERDADE.BLOGSPOT.COM                   05.12.2017 

A escolha para liderar o Eurogrupo é sem dúvida um grande êxito para Mário Centeno e uma fonte de regozijo para o governo onde é o ministro das Finanças. É também uma honra para Portugal. E uma oportunidade.
Por mim, estou contente. Sem qualquer espécie de reserva. Contente, ponto final.

Limitei-me a comentar, logo que foi anunciada a eleição do novo Presidente do Eurogrupo: “Uma boa notícia, a consagração de um bom trabalho, a responsabilidade de fazer melhor.” Isso mesmo repetiria agora. E repito.

Ontem, na rádio, ouvi Francisco Louçã prevenir contra a explosão de “centenismo” a que iria assistir-se, assestando contra a direita os seus tiros e procurando contrastar a política de Centeno com as políticas defendidas por PSD e CDS.
A prevenção de Louçã contra os “centenistas” da 25ª hora é, sem dúvida, avisada. Mas a prevenção aplica-se a si próprio e a outros das suas bandas. Ao apontar…

Salas de Chuto: os guetos higiénicos

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JOSÉ MARIA DUQUE    NÓSOSPOUCOS.BLOGSPOT.COM


Vi hoje a notícia de que finalmente, ao fim de mais de um década, vão mesmo avançar as salas de chuto em Lisboa, ou no linguarejo tão do agrado da esquerda, as salas de consumo assistido. Aparentemente esta medida faz parte da geringonçacinha que Medina montou para governar Lisboa a seu bel-prazer.

Aliás, já se percebeu que a geringonçacinha vai funcionar como a gerigonça original: o Partido Socialista dá carta-branca ao Bloco em medidas fracturantes para disfarça o apoio que este dá às políticas que sempre combateu. Assim o Bloco continua a parecer revolucionário, em vez de se assumir como o partido burguês de poder em que se transformou, e os socialistas podem governar continuando a fingir que são de esquerda.
Voltando às salas de chuto, não é possível deixar de admitir que estas constituem um enorme contributo para a paz social em Lisboa. Em vez de termos toxicodependentes a drogar-se nas ruas, concentramo-los todos nuns pré-fabricados em b…

Justiça espectáculo

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JOÃO CÉSAR DAS NEVES    DN   2.12.2017
Vivemos numa época dedicada à justiça. Multiplicam-se instituições, iniciativas e declarações acerca de direitos humanos, desigualdade social, delinquência, marginalidade e discriminação. Infelizmente, muitas vezes, esta ânsia de equidade é, ela mesma, geradora de arbitrariedades, agravos, segregação.
O problema nasce de falhas no sistema judicial. A própria ânsia de legislar sobre tudo torna os processos morosos e tecnicistas, pervertendo o propósito. Já o antigo provérbio romano dizia "mais lei, menos justiça". Depois, frequentemente, são as próprias vítimas a terem vergonha ou dificuldade em denunciar, como nos casos de assédio sexual. Quando a exigência do Direito se sente frustrada pelos canais oficiais, lança compreensivelmente mão de outros expedientes, necessariamente piores. Hoje a grande força justiceira da sociedade é a comunicação social. Muitos criminosos, incólumes no sistema judicial, vêem-se arrasados na imprensa, sentind…

Uma maravilha

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POVO 03.12.2017
"Aquele que se maravilha descobre que só isso é, em si, uma maravilha."
M.C. Escher famoso artista gráfico em exposição em Lisboa até Maio 2018

Hoje começa o Advento, esse tempo para nos voltarmos a maravilhar com o Acontecimento central da nossa história. 
Como tem sido hábito, o POVO partilha a proposta de oração em família preparado pela Associação de Pais dos alunos do Colégio de S. João de Brito. 
E para que "nada nos seja óbvio, já sabido ou dado por adquirido, diante do Acontecimento da Encarnação", o Padre João Seabra publica esta semana o livro: "Testemunhas de um facto", leitura propícia e recomendada para este tempo.
Hoje é o último dia da campanha do Banco Alimentarde recolha de alimentos nos supermercados. A campanha estende-se até ao próximo fim-de-semana online em www.alimenteestaideia.pt e com os vales nos supermercados e nos postos de abastecimento da GALP. 
Um Santo Advento a todos.



AGENDA: 
PRESÉPIO NA CIDADE 7-22 de DEZEMBRO

Campanha Banco Alimentar contra a Fome

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WWW.BANCOALIMENTAR.PT - Campanha decorre sob o mote “É bom saber que ainda há desejos que podemos tornar realidade” em mais de 2.000 hiper e supermercados a nível nacional. - Mais de 40.000 voluntários vão estar ao serviço dos 21 Bancos Alimentares de todo o país.

- 2.645 Instituições apoiadas e, através destas, 420 mil pessoas recebem alimentos.

Os 21 Bancos Alimentares Contra a Fome promovem nos dias 1, 2 e 3 de Dezembro mais uma campanha de Recolha de Alimentos a nível nacional em mais de 2.000 supermercados. Sob o mote“É bom saber que ainda há desejos que podemos tornar realidade”,é lançado um apelo à solidariedade e ao envolvimento de todos os portugueses, para que ajudem quem se encontra em situação de carência alimentar. Mais de40.000 voluntáriosvão oferecer o seu tempo e esforço na ação derecolha que beneficia 420 mil pessoas através de 2.645 instituições de solidariedade. Os Bancos Alimentares contam ainda com o apoio de empresas e entidades, que se associam à causa, disponibiliz…

Escher em Lisboa

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De visita à exposição Escher em Lisboa, fiquei impressionada com a atenção ao detalhe, que revela, também nos seus escritos, o respeito e a admiração do artista à ordem de tudo o que é criado.

Vale a pena conhecer o artista e a sua obra de 23 de Novembro a 27 de Maio no Museu de Arte Popular, em Lisboa. Exposição aberta todos os dias das 10h00 às 19h00. Mais informações aqui.










Testemunhas de um Facto

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“Proponho com este livro um caminho de descoberta do sentido do Natal (...). Ao longo dos trinta e nove anos que levo de Padre, vi, escutei e acompanhei muitas vidas, muitas famílias, o povo cristão e as andanças do mundo. Inúmeras foram as histórias e os momentos de pessoas que guardei na memória e evoquei mais tarde, a outros, em lugares diferentes, às vezes à distância de gerações. Sempre tive a intuição de que o ponto de partida para receber uma palavra como resposta à vida é que haja uma pergunta, uma necessidade, um drama humano. (...) 
O título, Testemunhas de um Facto, fala do que me aconteceu no encontro com Cristo e do que vejo acontecer aos que Lhe pertencem, e diariamente me espanta e comove. Neste título vibra o âmago do Cristianismo, a sua irredutibilidade como Acontecimento central da História da Humanidade. Tudo o mais que se refere à vida cristã, valores, gestos solidários, moral, doutrina, brota do Facto, esse Facto acontecido há dois mil anos que celebramos em cada t…